Águas das praias do Encontro e da Cachoeirinha continuam próprias para banho
Fepam divulgou sétimo boletim de balneabilidade nesta sexta-feira
Praia do Encontro, em São Jerônimo, está própria para o banho A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira (23/01), o sétimo boletim do programa Balneabilidade temporada 2025/2026.
Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro de 2026 nos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.
O resultado aponta que os dois pontos da Região Carbonífera monitorados no Rio Jacuí – a praia do Encontro, em São Jerônimo, e a Praia da Cachoeirinha, em General Câmara – estão com águas próprias para banho.
Conforme os resultados do Boletim 7, são oito os pontos impróprios para banho. Além dos seis locais considerados impróprios pelo Boletim 6, somam-se à lista o Balneário Passo do Verde, em Santa Maria, e a Praia do Pinvest, em Tapes.
Confira todos:
Pontos impróprios para banho (Município — Balneário/Praia)
- Cerrito — Balneário Cerrito - Rio Piratini
- Cristal — Balneário do Rio Camaquã
- Osório — Lagoa do Peixoto
- Pedro Osório — Balneário Pedro Osório - Rio Piratini
- Pelotas — Valverde - Trapiche
- Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso - Rio Piratini
- Santa Maria — Balneário Passo do Verde - Rio Vacacaí
- Tapes — Praia do Pinvest
Recomendações aos banhistas
Conforme o primeiro boletim, as análises realizadas na praia do Cassino indicaram qualidade sanitária adequada para banho. Recomenda-se atenção, pois, embora a água seja considerada segura, o trecho com acúmulo de lodo (Rua Buenos Aires, Rua do Riacho e Rua Farroupilha) apresenta riscos, como dificuldade de locomoção e atolamento, o que torna o local não recomendado para banho. Por esse motivo, a Sema de Rio Grande orienta que os banhistas busquem outras áreas da orla para um banho mais seguro, já que a praia oferece muitos trechos livres de lodo.
- Entrar na água apenas em local com condição própria para banho.
- Evitar tomar banho nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em saídas de córregos ou rios que afluem nas praias, pois as águas podem estar contaminadas por esgoto doméstico.
- Não tomar banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde.
Programa Balneabilidade
O Programa Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), e monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado, três a mais em relação ao ano passado. Passaram a receber coleta e análise das águas a Lagoa Rondinha, município de Balneário Pinhal; Parque Náutico, município de Capão da Canoa; e Balneário Klérfim Cardoso, município de Piratini.
A divulgação dos resultados será sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam e nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação. Já o aplicativo deve voltar a divulgar os resultados a partir de 19 de dezembro. Os boletins serão divulgados ao longo de 12 semanas, até 27 de fevereiro.
O Programa Balneabilidade é realizado anualmente pela Fepam, desde 1979, e está incluído no âmbito da Operação Verão Total desenvolvida pelo governo do Estado.
Coletas e análises
Os dados do primeiro boletim, divulgado nesta sexta-feira, são referentes aos resultados das cinco primeiras semanas de análises, que tiveram início em 10 e 11 de novembro. No Litoral Norte e Médio, entre Palmares do Sul (Quintão) e Torres, são 34 pontos de água salgada monitorados.
As coletas de amostras na região são feitas semanalmente pela Gerência Regional do Litoral Norte Fepam (Gerlit)/Balcão Sema. O material é enviado para análise microbiológica na Divisão de Laboratórios (Dilab) da Fepam, em Porto Alegre.
Já o monitoramento dos demais pontos contemplados pelo programa, que inclui águas internas (lagoas) e outras regiões, como Litoral Médio e Sul, é realizado com apoio da Corsan e do Sanep.
Classificação das Águas
Para a classificação das águas como própria ou imprópria, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005.
Nos balneários de Pelotas e Tapes, na Lagoa do Peixoto, em Osório, na praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul, na praia da Picada, em Barra do Ribeiro, e em Arambaré, também são monitoradas as cianobactérias.
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2.000 para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50.000 células.






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