Lula assina contratos para retomada da indústria naval no RS
Investimentos somam R$ 2,8 bilhões, incluem construção de navios, barcaças e empurradores e podem gerar mais de 9 mil empregos diretos e indiretos
Lula assina contratos do Programa Mar Aberto, com retomada da indústria naval no RS O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (20), em Rio Grande, da cerimônia de assinatura de contratos para a construção de novas embarcações no âmbito do Programa Mar Aberto, iniciativa que simboliza a retomada da indústria naval brasileira. O ato ocorreu no Estaleiro Rio Grande, operado pela Ecovix, e reuniu trabalhadores, autoridades federais, estaduais e representantes do setor.
No Rio Grande do Sul, o principal destaque é a construção de cinco navios gaseiros no Estaleiro Rio Grande, com investimento de aproximadamente US_professionalised? Let's write clean.
US$ 414,6 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões). As embarcações — três com capacidade de 7 mil metros cúbicos e duas de 14 mil metros cúbicos — serão destinadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados, operadas pela Transpetro. No pico das obras, a expectativa é de geração de até 2,9 mil empregos diretos no município, somando também os postos vinculados à construção de quatro navios do tipo Handy, contratados em 2025.
Durante o discurso, Lula destacou o impacto social da retomada do polo naval e lembrou o período de crise enfrentado pela cidade após a paralisação das atividades do estaleiro. O presidente afirmou ainda que torce para que a Petrobras encontre petróleo na Bacia de Pelotas, o que poderia impulsionar ainda mais o desenvolvimento regional.
— Vocês sabem o que foi a vida dessa cidade quando deixou de ter milhares de empregos no estaleiro. Estou torcendo para que a Petrobras encontre petróleo aqui — afirmou.
Além dos gaseiros que serão construídos em Rio Grande, os contratos assinados preveem a construção de 18 barcaças, no estaleiro Bertolini, em Manaus (AM), e 18 empurradores, no estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes (SC). Somados, os três projetos representam investimento total de R$ 2,8 bilhões e potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos em diferentes regiões do país.
O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, ressaltou que a retomada está sendo feita de forma planejada e com prioridade para a mão de obra local.
— Esses contratos serão cumpridos, os navios serão feitos aqui e haverá priorização da mão de obra da região. Estamos reconstruindo o setor com responsabilidade e previsibilidade — afirmou.
Segundo o cronograma, após a assinatura dos contratos haverá um período de preparação industrial. A pré-construção deve levar cerca de dois meses, e a construção efetiva dos gaseiros está prevista para iniciar em 2027. O primeiro navio deve ser entregue em até dois anos e meio, com as demais embarcações sendo concluídas em intervalos de seis meses.
O Programa Mar Aberto prevê, entre 2026 e 2030, investimentos estimados em US$ 6 bilhões para renovação e ampliação da frota nacional, incluindo navios de cabotagem, barcaças, empurradores e embarcações de apoio offshore, alinhando a política industrial à transição energética e ao fortalecimento da indústria naval brasileira.
Além dos contratos navais, a agenda presidencial em Rio Grande incluiu a assinatura do contrato de concessão para a instalação do terminal da CMPC Celulose no porto do município, com investimento de R$ 1,5 bilhão, e a entrega de mais de 1,2 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, reforçando o pacote de anúncios voltados ao desenvolvimento econômico e social da região Sul do Estado.






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