Usina termelétrica de São Jerônimo quase saiu do papel em 1925
Pioneiro no Brasil por utilizar carvão mineral britado para a geração de energia, empreendimento só seria inaugurado em 1953

A usina termelétrica de São Jerônimo, pioneira no Brasil por utilizar carvão mineral britado para a geração de energia, esteve próxima de se tornar realidade ainda em 1925. Contudo, a inauguração efetiva só ocorreria quase três décadas depois, em 1953.
Na edição de 29 de agosto de 1925, o Correio do Povo noticiava a visita dos diretores Luiz Betim Paes Leme e Octávio Reis, ligados à Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo e à Companhia Rio-Grandense. Eles inspecionaram as minas de carvão e as instalações recém-implantadas para o fornecimento de luz elétrica à vila de São Jerônimo, um serviço considerado um grande avanço à época.
Durante a visita, os empresários confirmaram planos para erguer uma usina capaz de produzir até 20 mil quilowatts. Segundo Paes Leme, o projeto estava em andamento no Rio de Janeiro e já havia mobilizado concorrentes para a construção do edifício de cimento armado. O maquinário, de origem suíça, tinha previsão de ser concluído em oito meses.
A reportagem destacava ainda que o início das obras dependia da definição sobre o terreno destinado à usina, questão que caberia à municipalidade resolver.
O anúncio de 1925 revelava a dimensão dos investimentos e das expectativas em torno da geração de energia a partir do carvão mineral no Rio Grande do Sul, marcando o início de um processo que mudaria a história energética do Estado.
Recorte do jornal Correio do Povo de 29 de agosto de 1925 | Reprodução / Correio do Povo
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