Homem é preso por engano após erro do Judiciário gaúcho
Mandado de prisão por estupro de vulnerável foi expedido contra homônimo devido a falha na digitalização de processo

Um homem de 32 anos foi preso por engano no último domingo
(24), durante uma ação da Operação Cerco Fechado, no bairro Municipal, em Bento
Gonçalves. A Brigada Militar cumpria um mandado de prisão expedido pela Vara
Judicial de São Francisco de Paula pelo crime de estupro de vulnerável. No
entanto, o verdadeiro acusado não era o detido, mas um homônimo, inserido
equivocadamente no processo.
Segundo a defesa, o erro ocorreu em 2022, quando os autos
físicos de um processo iniciado em 2020 foram digitalizados pelo Judiciário. Na
ocasião, foram incluídos dados incorretos, sem a conferência de informações
essenciais como CPF e filiação, o que resultou na emissão do mandado de prisão
contra a pessoa errada.
O homem chegou a ser encaminhado ao presídio de Bento
Gonçalves, mas foi liberado no mesmo dia, após os advogados identificarem a
falha e obterem decisão do juiz de plantão reconhecendo o equívoco. A Justiça
determinou a correção do cadastro e expediu o alvará de soltura.
A defesa afirmou que o homem não possui antecedentes
criminais e que avalia ingressar com pedido de indenização. Ele está abalado
com a situação, principalmente pelo fato de ter sido preso na frente dos filhos
pequenos.
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