Presos suspeitos de financiar plano do PCC para matar promotor de Justiça
Investigações apontam que grupo forneceu veículos, armas e contratou criminosos para emboscada; alvo teve segurança reforçada

Dois homens foram presos nesta sexta-feira (29) em Campinas, São Paulo, sob suspeita de financiar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, que atua em investigações contra a facção criminosa.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a dupla teria providenciado veículos, armas e a contratação de criminosos para montar uma emboscada contra o integrante do MP. O objetivo do plano, segundo a investigação, era interromper processos e investigações que atingem a facção.
Além do promotor, um comandante da Polícia Militar também teria sido alvo do grupo. Amauri Silveira Filho está bem e teve a segurança reforçada. Ele já havia recebido ameaças anteriormente.
As investigações apontam que a ordem para o ataque teria partido de Sérgio Luiz de Freitas Filhos, conhecido como “Mijão”, considerado um dos chefes do PCC e foragido há anos.
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, divulgou nota em apoio ao promotor e destacou que o Ministério Público não recuará diante das ameaças.
— Pronta resposta, a propósito, que será dada por nossa instituição a qualquer um que desafiar o Estado Democrático de Direito, cuja marca é o império da lei — afirmou.
Megaoperação
A prisão dos suspeitos ocorre um dia após a deflagração de uma megaoperação nacional contra o crime organizado. A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, mobilizou 1,4 mil agentes em ações que miraram esquemas bilionários de fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro ligados ao PCC.
Segundo a Receita, a facção controla pelo menos 40 fundos de investimento, avaliados em mais de R$ 30 bilhões, operando inclusive no mercado financeiro de São Paulo.
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