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São Jerônimo, RS,27/01/2026

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Mulher assassinada tinha três registros por violência doméstica contra o companheiro

Casal, natural de Butiá, na Região Carbonífera, havia retomado o relacionamento; crime está entre os 10 feminicídios registrados no RS em janeiro

Arquivo Pessoal
Mulher assassinada tinha três registros por violência doméstica contra o companheiro Karizele Oliveira Senna era natural de Butiá
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A vítima de feminicídio registrada no último fim de semana em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, tinha três ocorrências policiais por violência doméstica contra o companheiro, segundo a Polícia Civil. Karizele Oliveira Senna, de 30 anos, e o autor do crime, Kelvyn Luan Tavares Nunes, de 31 anos, eram naturais de Butiá, na Região Carbonífera, e mantinham um relacionamento marcado por idas e vindas.

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O crime ocorreu na madrugada de sábado (24/01), quando Karizele foi morta a facadas dentro da residência onde vivia com o companheiro. Kelvyn está preso preventivamente. A vítima era mãe de uma adolescente, de um relacionamento anterior, e de uma bebê de oito meses, filha do investigado.

No momento do ataque, as duas filhas estavam na casa. A perícia apontou que a vítima foi atingida por oito golpes de faca.

— A dinâmica do crime, o que levou ele a cometer as facadas, nós vamos apurar ainda. Na residência, as meninas estavam dormindo e acordaram com o barulho, mas ele já estava dando as facadas na vítima — disse o delegado Alexandre Quintão, responsável pela investigação.

Histórico de violência

Conforme a Polícia Civil, o casal morava junto havia pelo menos quatro anos. O primeiro registro de violência doméstica foi feito em 2022, em Butiá. No ano seguinte, houve novo registro em Novo Hamburgo, e o terceiro ocorreu em 2024.

— Ela registrou contra ele três ocorrências de violência doméstica, teve medida protetiva deferida pela Justiça, mas voltou ao relacionamento há algum tempo — afirmou o delegado.

Em um dos episódios, Karizele relatou ter sido atingida no rosto por uma garrafa de uísque, o que teria causado a quebra de dentes. Apesar de ter obtido medida protetiva em 2024, a decisão judicial não estava mais em vigor, já que o casal havia reatado o relacionamento. A vítima não chegou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. Há ainda um registro de ameaça feito pela sogra do acusado.

Prisão e investigação

Vizinhos relataram à Brigada Militar que as discussões entre o casal eram frequentes. Na madrugada do crime, uma nova briga teria ocorrido pouco antes do ataque. Após o homicídio, Kelvyn deixou o local e se apresentou à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento ainda no sábado, após a decretação da prisão preventiva.

Segundo a polícia, o investigado permaneceu em silêncio no momento da prisão e deverá ser ouvido nos próximos dias. Ele está custodiado no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), aguardando vaga no sistema prisional. A adolescente, filha da vítima, e outras testemunhas também devem prestar depoimento.

O corpo de Karizele foi sepultado no domingo (25/01), em Butiá.

Feminicídios no RS

O caso está entre os 10 feminicídios registrados no Rio Grande do Sul no mês de janeiro. Conforme a Polícia Civil, em grande parte desses crimes as vítimas estavam inseridas em um ciclo de violência doméstica, marcado por episódios recorrentes de agressões físicas e psicológicas.

A reportagem busca contato com a defesa de Kelvyn Luan Tavares Nunes. O espaço segue aberto para manifestação.

Com informações da Zero Hora.


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