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São Jerônimo, RS,20/09/2026

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MARCELO NORONHA | Quando a Matemática vira cidade: aprender na prática para entender a vida

Ao construir uma cidade, os estudantes puderam perceber que a Matemática está nas medidas, nos espaços, nas formas geométricas, nas proporções, nos cálculos e em tantas outras situações que fazem parte do nosso dia a dia.

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MARCELO NORONHA | Quando a Matemática vira cidade: aprender na prática para entender a vida
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Marcelo Noronha*

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Eu sempre achei que uma das maiores dificuldades no ensino da Matemática é fazer o aluno perceber que aquilo que aparece no quadro, entre números, fórmulas e cálculos, também está presente na vida real. Foi justamente essa distância entre a sala de aula e o cotidiano que a Escola Estadual de Ensino Fundamenta Barão do Jacuí, no Porto do Conde, decidiu encurtar.

Sob a direção de Honorina Pinto da Silva e orientação da professora de Matemática Flávia Juliana Silva, os alunos participaram da construção de uma verdadeira Cidade da Matemática. A proposta transformou o espaço escolar em um ambiente de aprendizagem, onde conceitos matemáticos deixaram de ser apenas exercícios no caderno e passaram a fazer parte de uma experiência concreta.

Ao construir uma cidade, os estudantes puderam perceber que a Matemática está nas medidas, nos espaços, nas formas geométricas, nas proporções, nos cálculos e em tantas outras situações que fazem parte do nosso dia a dia.

Eu vejo iniciativas como essa como uma maneira inteligente de ensinar. Quando o aluno participa da construção, mede, calcula, compara, organiza e coloca a mão na massa, o conteúdo ganha outro significado. A Matemática deixa de ser apenas uma disciplina e passa a ser percebida como uma ferramenta para compreender e organizar o mundo.

A Cidade da Matemática mostra justamente isso. Não é apenas uma maquete ou uma atividade diferente. É uma proposta pedagógica que transforma o aprendizado em experiência. E talvez esteja aí uma das respostas para uma pergunta que muitas vezes fazemos: como tornar o ensino mais interessante para os nossos alunos?

Eu acredito que parte da resposta está em experiências que aproximam o conhecimento da realidade. Afinal, a Matemática não mora somente nos livros, nos quadros e nas provas. Ela está nas ruas, nas casas, nos prédios, nas distâncias, nos tamanhos e nas escolhas que fazemos todos os dias.

Na Escola Barão do Jacuí, por meio do trabalho da professora Flávia Juliana Silva, os alunos tiveram a oportunidade de descobrir isso de uma maneira bastante especial. Eles não apenas estudaram uma cidade. Eles construíram uma cidade para aprender Matemática. E, no caminho, aprenderam também que o conhecimento pode ser construído com criatividade, participação e, por que não, com as próprias mãos.

Porque a Matemática está em toda parte. Às vezes, basta mudar a forma de ensiná-la para que os alunos também consigam enxergá-la.


(*) Marcelo Noronha, jornalista


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