Indústria gaúcha cresce 7% em julho e registra segunda maior alta do país
Resultado ficou atrás apenas do Espírito Santo entre os locais pesquisados pelo IBGE; derivados de petróleo, alimentos, máquinas e equipamentos ajudaram a impulsionar a produção
Resultado ficou atrás apenas do Espírito Santo entre os locais pesquisados pelo IBGE; derivados de petróleo, alimentos, máquinas e equipamentos ajudaram a impulsionar a produção A produção industrial do Rio Grande do Sul cresceu 7% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado colocou o Estado na segunda posição entre os 18 locais pesquisados, atrás apenas do Espírito Santo, que registrou alta de 12,8%.
Na comparação com junho, considerando a série com ajuste sazonal, a indústria gaúcha também apresentou crescimento. O avanço foi de 1,2%, o terceiro melhor resultado entre os 15 locais analisados. Amazonas, com 14,6%, e Espírito Santo, com 2%, tiveram desempenhos superiores nesse indicador.
Entre os segmentos que contribuíram para o crescimento do Rio Grande do Sul estão os produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, com destaque para óleo diesel e gasolina. Também tiveram participação positiva a indústria do fumo, máquinas e equipamentos, alimentos e produtos de metal.
No setor de alimentos, o IBGE destacou produtos como carnes de aves, suínos e bovinos, farelo de soja e rações. Entre os produtos de metal, aparecem peças e componentes utilizados em diferentes atividades industriais, além de esquadrias de alumínio, estruturas metálicas, latas de alumínio, ferramentas e telhas metálicas.
RS lidera média móvel trimestral
O desempenho do Estado também se destacou na média móvel trimestral. O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 1,1%, liderando o indicador entre os locais pesquisados. Dos 15 locais analisados, 12 apresentaram queda.
O Amazonas foi o único outro Estado a registrar resultado positivo, com avanço de 0,8%.
No acumulado de 12 meses, a indústria gaúcha também acelerou. O crescimento passou de 2,8% em junho para 3,6% em julho.
Na comparação entre os primeiros quatro meses do ano e o período de maio a julho, ambos em relação aos mesmos períodos de 2025, o ritmo de expansão da indústria gaúcha passou de 2,5% para 5,1%.
O movimento ocorreu na direção oposta ao observado no conjunto do país, cuja expansão desacelerou de 1,7% para 0,4% no mesmo tipo de comparação.
Estados do Sul têm resultados diferentes
O desempenho do Rio Grande do Sul ficou acima dos demais Estados da região Sul.
Santa Catarina apresentou crescimento de 0,7% na comparação com junho, mas registrou queda de 0,7% em relação a julho de 2025.
No Paraná, a produção industrial recuou nas duas comparações: 1,7% na passagem mensal e 2,3% na comparação anual.
Produção nacional avança 0,2% no mês
No conjunto do país, a produção industrial cresceu 0,2% em julho, interrompendo uma sequência de quedas. Oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram crescimento na comparação com junho.
O maior avanço foi registrado pelo Amazonas, com alta de 14,6%. O resultado foi influenciado pela retomada das atividades de unidades que haviam interrompido a produção em junho devido à concessão de férias coletivas.
Também tiveram resultados positivos Goiás (0,8%), Santa Catarina (0,7%), São Paulo (0,5%), Bahia (0,4%) e Minas Gerais (0,3%). O Rio de Janeiro manteve o mesmo nível de produção registrado em junho.
Na outra ponta, Mato Grosso apresentou a maior queda mensal, de 9%, seguido pelo Pará, com retração de 4,5%. Ceará e Pernambuco recuaram 1,8% cada, enquanto o Paraná teve queda de 1,7%.
Apesar do resultado positivo de julho na comparação mensal, a produção industrial brasileira apresentou queda de 0,5% em relação a julho de 2025, com retração em 11 dos 18 locais pesquisados.
No acumulado de 12 meses, a indústria nacional permaneceu no campo positivo, mas desacelerou de 0,7% para 0,6%. Apenas sete dos 18 locais analisados registraram crescimento nesse período.






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