Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,16/09/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

MARCELO NORONHA | Quando os rios crescem, a cidade precisa aprender a escutar

Ignacio, Isabella e Valentina mostram que a ciência também pode nascer daquilo que acontece diante dos nossos olhos. E a orientação da professora Camila Sant Anna Oliveira ajuda a transformar uma preocupação cotidiana em investigação, dados e conhecimento

Arquivo Pessoal
MARCELO NORONHA | Quando os rios crescem, a cidade precisa aprender a escutar Quando os rios crescem, a cidade precisa aprender a escutar
Publicidade

Marcelo Noronha*

Publicidade

Há trabalhos de feira de ciências que apresentam respostas. Outros fazem algo ainda mais importante: fazem perguntas que nós, adultos, muitas vezes preferimos evitar. Foi essa sensação que tive ao conhecer o projeto “Quando os rios crescem”, apresentado na XIX MOCITEC do IFSul Charqueadas pelos estudantes Ignacio, Isabella Ferreira Lopes e Valentina Azeredo, da E.E.E.M. Afonso Machado Coelho, de Triunfo, sob orientação da professora Camila Sant Anna Oliveira.

A pesquisa parte de uma realidade que deixou de ser apenas assunto de previsão do tempo. Enchentes fazem parte da memória recente do Rio Grande do Sul e, para quem vive próximo ao Rio Jacuí e às comunidades ribeirinhas, o crescimento das águas não é uma estatística distante. É uma experiência concreta, capaz de atingir casas, ruas, veículos, atividades econômicas e, principalmente, a vida das pessoas.

A partir daí, os estudantes procuram compreender por que as enchentes acontecem e quais fatores podem aumentar seus impactos. O projeto relaciona o excesso de chuva com questões como o lixo nas ruas e as dificuldades de drenagem urbana.

E aqui está uma reflexão que considero fundamental: quando a água sobe, costumamos perguntar por que choveu tanto. Precisamos perguntar também o que fizemos com a cidade antes de a chuva chegar.

Ignacio, Isabella e Valentina mostram, com sua pesquisa, que a ciência também pode nascer daquilo que acontece diante dos nossos olhos. E a orientação da professora Camila Sant Anna Oliveira ajuda a transformar uma preocupação cotidiana em investigação, dados e conhecimento. Afinal, talvez a grande pergunta não seja apenas “quando os rios crescem?” Talvez seja:o que nós estamos fazendo enquanto eles ainda estão baixos? Essa pergunta, para mim, vale tanto quanto qualquer resposta encontrada em uma feira de ciências.


(*) Marcelo Noronha, jornalista


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.