Projeto de ponte entre Triunfo e São Jerônimo sofre quarto adiamento
Estudos para a estrutura sobre o Rio Jacuí, aguardada há mais de 60 anos, deverão ser concluídos somente em março de 2027
Atualmente, a travessia entre os dois municípios é realizada exclusivamente por balsa e leva cerca de 15 minutos O prazo para a elaboração do projeto da nova ponte sobre o Rio Jacuí, entre Triunfo e São Jerônimo, foi prorrogado pela quarta vez. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estendeu por mais seis meses o período para conclusão dos estudos.
Com a alteração, a empresa Magna Engenharia terá até 12 de março de 2027 para finalizar os levantamentos. O contrato tem custo estimado em R$ 2,58 milhões e também teve a vigência ampliada até setembro do próximo ano.
A elaboração do projeto é considerada a última etapa antes do início da obra. Inicialmente, os estudos deveriam ser concluídos em março de 2025, após um prazo previsto de 12 meses. Com os sucessivos adiamentos, o trabalho deverá levar aproximadamente três anos.
Um estudo de viabilidade já definiu o traçado da futura ponte. A estrutura será construída mais a leste do ponto onde atualmente funciona a travessia por balsa. O projeto também prevê a pavimentação do acesso que ligará a ponte à BR-470.
Atualmente, a travessia entre os dois municípios é realizada exclusivamente por balsa e leva cerca de 15 minutos. Aproximadamente mil veículos utilizam o trecho diariamente. Quando a passagem é interrompida, a rodovia fica sem ligação direta entre as margens do rio.
Em períodos de estiagem intensa ou de cheia do Jacuí, o serviço de balsa pode ser suspenso, comprometendo o deslocamento de moradores, trabalhadores e transportadores.
Histórico da ponte
A construção da ponte é reivindicada há mais de seis décadas. Durante o governo de Yeda Crusius, entre 2007 e 2011, uma placa chegou a ser instalada na estrada anunciando que a estrutura seria construída. Naquele período, a rodovia ainda estava sob responsabilidade do Estado.
Em 2015, o trecho foi federalizado e passou a ser de responsabilidade do Dnit. Seis anos depois, em 2021, a bancada federal gaúcha destinou R$ 3,2 milhões para a elaboração do projeto. A licitação, entretanto, não foi realizada, e o recurso acabou direcionado para outra obra.






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