Mendonça determina investigação de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse
PF deverá apurar suspeitas relacionadas ao financiamento do filme que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação, aberta em 22 de julho, estava sob sigilo e veio a público após Mendonça divulgar informações do chamado inquérito-mãe do caso envolvendo o Banco Master.
De acordo com informações divulgadas pela CNN, a apuração busca verificar a possível prática de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados.
Operação Make Up
A investigação ocorre no contexto da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (10/09). A ação teve entre os alvos o deputado federal Mário Frias (PL-RJ) e a produtora Karina Gama.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.
Segundo a investigação, em 2024, Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama.
Suspeitas envolvendo contratos e emendas
A Polícia Federal analisou contratos firmados pelo ICB e pela Academia Nacional de Cultura (ANC), também presidida por Karina Gama, com empresas relacionadas a doadores de campanha de Mário Frias, ex-assessores parlamentares e ao advogado do deputado.
Os investigadores suspeitam que parte dos contratos possa ter sido simulada ou fraudulenta.
Entre os alvos da operação estão ex-assessores de Frias e pessoas contratadas para supostas prestações de serviços ao instituto. Um deles é Raphael Augusto Azevedo, que ocupou o cargo de chefe de gabinete do parlamentar.
A PF também identificou indícios de que contratos, orçamentos e notas fiscais teriam sido elaborados posteriormente ou retrodatados para dar aparência de regularidade às operações envolvendo emendas parlamentares perante a Controladoria-Geral da União (CGU).
Fluxo financeiro sob investigação
Outro ponto analisado pelos investigadores é um possível fluxo financeiro circular envolvendo o parlamentar, entidades, empresas contratadas e a produtora Go Up Entertainment. As movimentações identificadas somaram R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025.
Em agosto, Flávio Dino autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal de dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo durante a Operação Wi-Fi, que também teve Karina Gama entre os alvos.
A investigação paulista apura suspeitas de fraudes e desvios em contratos e aditivos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil.
A Polícia Federal solicitou acesso ao material para aprofundar as apurações sobre possíveis desvios de recursos públicos, especialmente de emendas parlamentares, que teriam relação com a produtora responsável pelo filme Dark Horse.






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