Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,03/08/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Morre Bagre Fagundes, referência da música e da cultura tradicional gaúcha, aos 86 anos

Cantor, compositor e integrante do grupo Os Fagundes deixa legado marcado por clássicos como Canto Alegretense e Origens

Reprodução
Morre Bagre Fagundes, referência da música e da cultura tradicional gaúcha, aos 86 anos Bagre Fagundes
Publicidade

O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2) um de seus maiores representantes da cultura tradicionalista. O cantor, compositor e instrumentista Euclides Fagundes Filho, conhecido nacionalmente como Bagre Fagundes, morreu aos 86 anos, em Porto Alegre. A informação foi confirmada pela família.

Publicidade

Bagre estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde o mês de maio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória após se engasgar durante uma refeição. Até o momento, a família não divulgou informações sobre os atos fúnebres.

Reconhecido como um dos principais nomes da música nativista, Bagre construiu uma trajetória de décadas dedicada à valorização das tradições gaúchas. Ao lado do irmão Nico Fagundes, tornou-se autor de algumas das canções mais emblemáticas do Rio Grande do Sul, entre elas Canto Alegretense, considerada um verdadeiro hino não oficial do Estado.

A música, composta em parceria pelos irmãos, ultrapassou fronteiras e conquistou espaço no cenário nacional com versos que exaltam o município de Alegrete e a identidade do povo gaúcho.

Outro marco de sua carreira foi a composição Origens, que durante quase quatro décadas serviu como tema de abertura do programa Galpão Crioulo, tornando-se uma das canções mais reconhecidas da cultura regional.

Trajetória ligada à família e às tradições

Natural de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, Bagre Fagundes cresceu em Alegrete, cidade que inspirou grande parte de sua obra. Sempre acompanhado de sua tradicional gaita de quatro baixos, percorreu o Rio Grande do Sul levando a música regional aos mais diversos públicos.

Durante mais de seis décadas foi casado com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos: Neto Fagundes, Ernesto, Luciana e Paulinho. A música sempre esteve presente na família, que formou um dos grupos mais conhecidos do tradicionalismo gaúcho.

Nas décadas de 1970 e 1980, integrou grupos como Os Angüeras e Grupo Inhanduy, conquistando importantes festivais de música nativista. Em 2001, participou da fundação do grupo Os Fagundes, ao lado de Nico e dos filhos, mantendo viva a tradição musical da família.

Legado para a cultura gaúcha

Além da carreira na música, Bagre também participou do cinema ao atuar no filme O Grande Rodeio, dirigido por Nico Fagundes, reforçando sua contribuição para diferentes manifestações da cultura regional.

Seu legado permanece nas dezenas de composições que ajudaram a preservar e divulgar a identidade do povo gaúcho. Canções como Canto Alegretense e Origens seguem sendo interpretadas em festivais, rodeios e eventos tradicionalistas, atravessando gerações e consolidando Bagre Fagundes como um dos maiores ícones da música regional do Rio Grande do Sul.

Com sua partida, o tradicionalismo gaúcho perde um de seus mais importantes representantes, cuja obra continuará fazendo parte da história e da memória cultural do Estado.


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.