Toffoli se declara suspeito em ação sobre CPI do Banco Master
Ministro do STF alegou motivo de foro íntimo e deixou relatoria do pedido de CPI apresentado por deputado da base do governo Lula
Ministro Dias Toffoli O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para relatar a ação que solicita a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master na Câmara dos Deputados do Brasil.
Toffoli havia sido escolhido por sorteio nesta quarta-feira (11/03) para conduzir o processo. No entanto, em despacho, o ministro informou que não analisaria o caso por “motivo de foro íntimo”.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, registrou o magistrado.
O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que solicita a instalação da CPI para investigar possíveis fraudes relacionadas à negociação da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.
Com a decisão de Toffoli, caberá agora ao STF definir outro ministro para assumir a relatoria da ação.
Histórico do caso
O ministro já havia deixado anteriormente a relatoria de processos relacionados ao caso do Banco Master, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a decisão ocorreu após a apresentação de documentos pela Polícia Federal do Brasil apontando indícios de possíveis conexões entre o empresário Daniel Vorcaro e o magistrado.
Na prática, a saída de Toffoli da relatoria não anulou decisões tomadas anteriormente por ele no processo.
A análise do caso segue no STF. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve iniciar, na sexta-feira (13/03), o julgamento virtual relacionado à decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro no âmbito das investigações.






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