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São Jerônimo, RS,09/03/2026

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MARCELO NORONHA | Quando a ciência reconecta o que parecia perdido

É simbólico que uma mulher esteja à frente de uma pesquisa que busca devolver movimento a quem perdeu: a presença feminina na ciência e outras áreas tem devolvido movimento a uma sociedade que por muito tempo caminhou com apenas metade de sua potência

Reprodução / IA
MARCELO NORONHA | Quando a ciência reconecta o que parecia perdido
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Marcelo Noronha*

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No dia 08 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Uma data que vai além das flores e das mensagens protocolares: é um convite para reconhecer a força, a inteligência e a persistência das mulheres que, muitas vezes em silêncio, mudam o mundo.

Recentemente, ganhou destaque a pesquisa conduzida pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que desenvolveu uma substância com potencial de ajudar na regeneração de lesões na medula espinhal – algo que pode, no futuro, devolver movimentos a pessoas com tetraplegia. Uma descoberta que não representa apenas um avanço científico, mas também um símbolo poderoso.

Há uma analogia inevitável nesse feito.

Durante décadas, a ciência acreditou que certos danos na medula espinhal eram irreversíveis. Quando as conexões se rompiam, o movimento se perdia. Parecia definitivo. Mas a pesquisa mostra que, com conhecimento persistência e tempo, é possível reconstruir caminhos.

A ciência da regeneração neural nos ensina que conexões podem ser refeitas. E a história das mulheres mostra que também é possível reconstruir espaços de dignidade, respeito e protagonismo.

Não deixa de ser simbólico que uma mulher esteja à frente de uma pesquisa que busca devolver movimento a quem perdeu. Porque, de certa forma, a presença feminina na ciência, na política, na arte e em tantas outras áreas também têm devolvido movimento a uma sociedade que por muito tempo caminhou com apenas metade de sua potência.

Neste 08 de março, mais do que celebrar, é tempo de reconhecer. Reconhecer as mulheres que pesquisam, que educam, que lideram, que cuidam, que criam e que transformam.

Se a ciência hoje nos mostra que conexões pode ser restauradas, a história das mulheres prova que a humanidade também pode aprender a reconstruir seus próprios caminhos – com mais justiça, mais equilíbrio e mais humanidade.

Porque quando uma mulher avança, não é apenas um passo individual. É a sociedade inteira que recupera o movimento. 


(*) Marcelo Noronha
Jornalista


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