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São Jerônimo, RS,09/03/2026

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Desemprego cai para 5,4% no trimestre até janeiro e renda média do trabalhador cresce no país

Dados da PNAD Contínua do IBGE mostram estabilidade no mercado de trabalho e aumento do rendimento real

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Desemprego cai para 5,4% no trimestre até janeiro e renda média do trabalhador cresce no país Dados da PNAD Contínua do IBGE mostram estabilidade no mercado de trabalho e aumento do rendimento real
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo estabilidade em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025, quando o índice também foi de 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 1,1 ponto percentual, já que a taxa era de 6,5%. Os dados são da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (05/03) por meio da PNAD Contínua.

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De acordo com o levantamento, 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no período, número estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve redução de 17,1%, o que representa 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões de trabalhadores, mantendo estabilidade na comparação trimestral e registrando crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de cerca de 1,7 milhão de pessoas empregadas.

Subutilização e desalento

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, praticamente estável frente ao trimestre anterior (13,9%) e menor do que o índice registrado no mesmo período de 2025, quando era de 15,5%.

No total, 15,7 milhões de pessoas estavam subutilizadas, o que representa queda de 11,5% no comparativo anual, equivalente a cerca de 2 milhões de pessoas a menos nessa condição.

O número de pessoas em situação de desalento — aquelas que desistiram de procurar emprego — foi estimado em 2,7 milhões, com estabilidade no trimestre e redução de 15,2% em relação ao ano anterior.

Informalidade e tipos de ocupação

A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. O índice é ligeiramente menor que o registrado no trimestre anterior (37,8%) e também inferior ao de um ano antes (38,4%).

Entre as categorias de ocupação, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e crescimento de 2,1% no comparativo anual.

Já o contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 26,2 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e registrando aumento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Renda média cresce

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, representando crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% na comparação anual.

A massa de rendimento real habitual — soma dos rendimentos de todos os trabalhadores — atingiu R$ 370,3 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre e 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os setores da economia, houve aumento da ocupação principalmente nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, além de outros serviços. Já o setor da indústria geral registrou redução no número de trabalhadores no comparativo trimestral.


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