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São Jerônimo, RS,13/03/2026

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Anvisa aprova medicamento que pode retardar avanço do diabetes tipo 1

Tratamento age no sistema imunológico e pode adiar a progressão da doença

Reprodução
Anvisa aprova medicamento que pode retardar avanço do diabetes tipo 1 Tratamento age no sistema imunológico e pode adiar a progressão da doença
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso do medicamento teplizumabe para pessoas a partir de 8 anos diagnosticadas com Diabetes Tipo 1. O fármaco tem como objetivo retardar a progressão da doença ao atuar diretamente no sistema imunológico.

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Comercializado com o nome Tzield, o medicamento atua sobre os linfócitos T, células de defesa que, no caso do diabetes tipo 1, passam a atacar por engano as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

Ao modular essa resposta do organismo, o tratamento busca reduzir esse ataque e desacelerar o avanço da doença. Estudos indicam que o uso do medicamento pode adiar a evolução do diabetes tipo 1 em aproximadamente dois anos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a aprovação representa um avanço importante no tratamento da doença. Até então, o cuidado com pacientes era baseado principalmente na reposição de insulina, já que o organismo deixa de produzir o hormônio à medida que as células pancreáticas são destruídas.

Especialistas destacam, porém, que ainda existem etapas para que o medicamento esteja amplamente disponível no país. Entre os desafios estão a definição de preço e a criação de estratégias para viabilizar o acesso ao tratamento por meio de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde.

Como a doença evolui

O diabetes tipo 1 é considerado uma doença autoimune. Nesse quadro, o sistema imunológico passa a atacar as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

A evolução da doença costuma ser dividida em quatro estágios. Nos dois primeiros, ainda não há sintomas e a pessoa não precisa utilizar insulina, mas já é possível detectar no sangue anticorpos que indicam o ataque às células pancreáticas.

No terceiro estágio surgem os primeiros sinais clínicos da doença, como sede excessiva, perda de peso, cansaço e visão turva. Já o quarto estágio corresponde ao diabetes tipo 1 de longa duração.

Estudos publicados na revista científica The New England Journal of Medicine indicam que o teplizumabe pode praticamente dobrar o tempo médio até o diagnóstico clínico da doença em pessoas que estão no estágio 2.

Na avaliação para aprovação do medicamento, a Anvisa também considerou resultados de pesquisas internacionais e o fato de o tratamento já ter sido autorizado pela agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration.


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