Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,12/03/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Datafolha aponta recorde de desconfiança no STF e no Judiciário

Pesquisa mostra aumento da rejeição às instituições e queda na avaliação do trabalho dos ministros

Divulgação
Datafolha aponta recorde de desconfiança no STF e no Judiciário Pesquisa mostra aumento da rejeição às instituições e queda na avaliação do trabalho dos ministros
Publicidade

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal e no Poder Judiciário atingiu os níveis mais baixos desde o início das medições. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta semana, que aponta crescimento da desconfiança da população em relação às instituições.

Publicidade

De acordo com o levantamento, 43% dos brasileiros afirmam não confiar no STF, o maior índice registrado desde o início da série histórica, em 2012. Na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, esse percentual era de 38%. No mesmo período, a parcela dos que dizem confiar muito na corte caiu de 24% para 16%.

O cenário de desgaste também aparece na avaliação do desempenho dos ministros. Apenas 23% dos entrevistados classificam o trabalho do tribunal como ótimo ou bom, índice inferior aos 32% registrados no levantamento anterior. Já a avaliação negativa, considerada ruim ou péssima, subiu de 35% para 39%.

A percepção negativa também se estende ao conjunto do sistema de Justiça. Segundo o estudo, 36% dos brasileiros dizem não confiar no Judiciário, aumento em relação aos 28% registrados anteriormente. Esse é o maior nível de desconfiança desde 2017, quando começou a série de pesquisas sobre o tema.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os fatores apontados para o desgaste institucional estão decisões judiciais controversas, questionamentos éticos envolvendo ministros e críticas à existência de benefícios salariais extras, conhecidos como “penduricalhos”, pagos a magistrados.

Um dos episódios que contribuíram para o debate recente envolve o chamado caso do Banco Master, que levantou suspeitas sobre relações entre integrantes da corte e o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio atingiu diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ampliando o debate público sobre ética e transparência no tribunal.

O levantamento também indica que a maioria da população defende regras mais rígidas para a atuação dos ministros do STF. Entre os entrevistados, 79% afirmaram que magistrados não deveriam julgar processos que envolvam clientes de familiares, enquanto 78% são contrários à participação de ministros como sócios em empresas privadas.

Além disso, 76% disseram ser contra o recebimento de pagamentos por palestras promovidas por instituições privadas, prática que também tem sido alvo de críticas.

Outro ponto de desgaste citado é a manutenção de benefícios que permitem a integrantes do Judiciário ultrapassar o teto constitucional de remuneração. Em alguns casos, magistrados recebem valores líquidos superiores a R$ 100 mil mensais.

Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Justiça tem intensificado a fiscalização sobre folhas de pagamento para tentar limitar benefícios criados sem base legal. No STF, no entanto, a discussão sobre a criação de um código de ética e sobre limites mais rígidos de remuneração ainda enfrenta resistências internas.


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.