Feminicídios crescem 53% no início de 2026 no Rio Grande do Sul
Até o momento, 20 mulheres foram mortas no Estado; deputados da CCDH defendem mais investimentos e projetos de proteção
Até o momento, 20 mulheres foram mortas no Estado; deputados da CCDH defendem mais investimentos e projetos de proteção A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul informou, nesta quarta-feira (4), que o Rio Grande do Sul registrou aumento de 53% nos casos de feminicídio entre janeiro e fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados foram apresentados durante audiência com representantes da área da Segurança Pública. Até o momento, 20 feminicídios haviam sido contabilizados em território gaúcho desde o início do ano.
Presidente da comissão, o deputado Adão Pretto afirmou que a previsão é votar, na próxima terça-feira, 15 projetos de lei voltados à proteção das mulheres. Ele defendeu maior investimento do Executivo estadual e a ampliação de políticas públicas, especialmente na área da educação.
— É importante termos recursos e mais Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, assim como é fundamental focar em ações de educação. Conscientizando os menos esclarecidos, também mudaremos o atual quadro de violência — declarou.
O titular da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Mario Ikeda, afirmou que há destinação de recursos com foco no monitoramento de agressores e potenciais autores de feminicídio.
— Nunca houve tanto investimento em segurança no RS. Temos investido cada vez mais em tornozeleiras eletrônicas, que é uma compra cara, porém eficiente no combate à violência contra mulheres — garantiu o secretário.
A audiência reforçou a preocupação das autoridades diante do avanço dos indicadores e a necessidade de medidas integradas para conter os casos no Estado.






COMENTÁRIOS