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São Jerônimo, RS,13/03/2026

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Paciente com lesão medular relata recuperação de movimentos após uso de polilaminina

Pesquisa brasileira aprovada pela Anvisa aposta em rede de proteínas para reconectar cérebro e corpo após trauma

Reprodução / Fantástico
Paciente com lesão medular relata recuperação de movimentos após uso de polilaminina O tema foi apresentado em reportagem do Fantástico, que ouviu pacientes e pesquisadores envolvidos no trabalh
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Um estudo brasileiro com a substância polilaminina tem reacendido a esperança de pessoas com lesão medular. A pesquisa, que será submetida a ensaio clínico oficial aprovado pela Anvisa, busca restaurar a comunicação entre cérebro e corpo após traumas graves na medula espinhal.

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O tema foi apresentado em reportagem do Fantástico, que ouviu pacientes e pesquisadores envolvidos no trabalho.

Um dos casos é o de Diogo Brollo, que sofreu uma queda após levar um choque elétrico enquanto trabalhava na instalação de vidros. Exames apontaram rompimento total da medula. Após buscas por alternativas, ele conseguiu receber a aplicação da polilaminina.

Semanas depois, percebeu os primeiros sinais de recuperação.

— De madrugada, duas da manhã, eu estava mexendo no celular e alguma coisa falou: mexe o pé. Então, eu comecei a mandar o comando para o pé direito e foi o momento que eu vi fazendo assim... o pé inteiro. Fazia assim para frente e para trás. Falei: isso mesmo que eu tô vendo? Chamei, acordei minha esposa e mexi o pé para ela. Foi um momento de muita emoção, começamos a chorar — relatou.

Atualmente, Diogo afirma ter recuperado o controle da bexiga, consegue realizar movimentos com os joelhos e percebe avanço na sensibilidade corporal, que antes alcançava apenas a altura do tórax.

O estudo clínico oficial deve iniciar no próximo mês. Caso as três fases de testes confirmem eficácia e segurança, a substância poderá ser disponibilizada em até cinco anos.

Os pesquisadores destacam que, para maior eficácia, a aplicação deve ocorrer preferencialmente até três dias após o trauma, antes do processo de cicatrização da medula. Não há evidências científicas de benefício em casos de lesões crônicas.

A pesquisa começou há quase três décadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob coordenação da bióloga Tatiana Sampaio. Em laboratório, ela desenvolveu uma rede de proteínas chamada lamininas. O conjunto dessas proteínas forma a polilaminina, que atua como uma espécie de “pista” para o crescimento dos axônios — estruturas responsáveis por transmitir informações entre os neurônios.

— Como que faz para o axônio crescer na vida real? Ele cresce em cima de uma pista de laminina. Quando tem uma lesão, tem pista de laminina? Não. E se a gente der a pista? Ah, ele volta a crescer — explicou a pesquisadora.

Em estudo acadêmico realizado com oito pacientes com lesão medular completa, os resultados foram considerados expressivos. Segundo a pesquisadora, enquanto a literatura científica aponta recuperação motora em cerca de 10% dos casos de lesão completa, no estudo conduzido pela equipe da UFRJ o índice chegou a 75%.


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