Genial/Quaest mostra empate técnico entre aprovação e desaprovação do governo Lula
Pesquisa indica piora na percepção da economia no último ano, mas expectativa dos eleitores é de melhora nos próximos meses
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14/01), aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue em situação de empate técnico na avaliação popular. Segundo o levantamento, 49% dos eleitores desaprovam a atual gestão, enquanto 47% aprovam. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números se mantêm praticamente estáveis em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro, quando 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo. Atualmente, 4% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Desde outubro do ano passado, a série histórica da pesquisa indica equilíbrio entre aprovação e desaprovação. Entre fevereiro e setembro de 2025, porém, a avaliação negativa superava a positiva, com o maior distanciamento registrado em maio, quando 57% desaprovavam o governo e 40% aprovavam.
Avaliação geral do governo
Quando questionados sobre a avaliação do governo, 32% consideram a gestão positiva, índice inferior ao registrado em dezembro (34%). Já 39% avaliam o governo como negativo, enquanto 27% classificam a administração como regular. Outros 2% não responderam.
A pesquisa também avaliou se Lula merece continuar na Presidência por mais quatro anos. Para 56% dos entrevistados, o presidente não deveria seguir no cargo após o atual mandato, enquanto 40% defendem sua continuidade. Outros 4% não souberam opinar.
Economia preocupa, mas expectativa é de melhora
A percepção sobre a economia piorou entre os eleitores nos últimos 12 meses. Para 43%, a situação econômica do país se deteriorou no período, ante 38% em dezembro. Já 24% avaliam que houve melhora, enquanto 29% consideram que o cenário permaneceu o mesmo.
Apesar disso, a expectativa para o futuro é mais positiva. Segundo o levantamento, 48% acreditam que a economia irá melhorar nos próximos 12 meses, percentual superior ao da pesquisa anterior. Outros 28% projetam piora, e 21% acreditam em estabilidade.
O aumento dos preços dos alimentos segue sendo uma das principais preocupações. Para 58% dos entrevistados, os preços subiram no último mês. Já 24% afirmam que permaneceram iguais e 16% disseram que houve queda.
Poder de compra e mercado de trabalho
Em relação ao poder de compra, 61% avaliam que ele é menor do que há um ano, embora esse índice tenha recuado em comparação com dezembro. Outros 19% afirmam que permanece igual e 18% consideram que aumentou.
Sobre o mercado de trabalho, 49% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, enquanto 43% avaliam que está mais fácil. Para 3%, a situação não mudou.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%.






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