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São Jerônimo, RS,13/03/2026

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Repressão no Irã se intensifica, mortes podem chegar a 3 mil e Trump promete apoio a manifestantes

Relatos indicam forte presença policial em Teerã; ONGs apontam milhares de mortos e detenções em onda de protestos contra o regime

Reprodução / Redes Sociais
Repressão no Irã se intensifica, mortes podem chegar a 3 mil e Trump promete apoio a manifestantes Relatos indicam forte presença policial em Teerã; ONGs apontam milhares de mortos e detenções em onda de protestos contra o regime
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O governo do Irã ampliou nesta terça-feira (13/01) a repressão contra manifestações que pedem o fim do regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. Segundo organizações ligadas à oposição, o número de mortos pode alcançar 3 mil pessoas, no que já é considerado o episódio mais letal de protestos no país em décadas. Em meio à escalada da violência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a incentivar publicamente os atos e afirmou que ajuda aos manifestantes “está a caminho”.

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Após dias de censura, o contato telefônico do Irã com o exterior foi parcialmente restabelecido nesta terça-feira. A Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, informou que o total de vítimas supera com folga o registrado durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini, e relembra o cenário de instabilidade que antecedeu a Revolução Islâmica de 1979.

A televisão estatal iraniana reconheceu oficialmente, pela primeira vez, a existência de mortes, ao citar um funcionário que mencionou a presença de “muitos mártires”. O governo, no entanto, não divulgou números totais, alegando que as vítimas apresentavam ferimentos graves. A manifestação ocorreu após a divulgação das estimativas por grupos de direitos humanos.

Pouco depois, Trump publicou mensagem em sua rede social Truth Social incentivando a continuidade dos protestos e o avanço sobre instituições do regime. O presidente norte-americano afirmou ainda ter cancelado reuniões com autoridades iranianas até que cesse o que chamou de “assassinato sem sentido de manifestantes”, sem detalhar que tipo de ajuda seria oferecida.

Os protestos começaram há pouco mais de duas semanas, impulsionados inicialmente pela crise econômica, e rapidamente assumiram caráter político, com críticas diretas à teocracia e ao líder supremo, de 86 anos. Imagens divulgadas pela Associated Press mostram pichações e gritos contra Khamenei em Teerã — atos que podem resultar em pena de morte no país.

Em entrevista à emissora Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou manter contato com o enviado dos EUA, Steve Witkoff. Após as declarações de Trump, o principal oficial de segurança iraniano, Ali Larijani, reagiu acusando o presidente americano e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de serem “assassinos do povo do Irã”.

De acordo com a HRANA, entre os mortos estão cerca de 1.850 manifestantes e 135 pessoas ligadas ao governo, além de nove crianças e nove civis que não participavam dos atos. O número de detidos ultrapassa 16,7 mil. Com a internet amplamente bloqueada, a verificação independente dos dados permanece limitada, e o governo iraniano segue sem divulgar balanços oficiais.

Testemunhas relataram, em ligações recentes, um clima de tensão no centro de Teerã, com presença maciça de forças de segurança, prédios públicos incendiados, caixas eletrônicos destruídos e circulação reduzida de pessoas. O temor de uma escalada internacional também cresce entre a população.

“Meus clientes comentam sobre a reação de Trump e se perguntam se ele planeja um ataque militar contra a República Islâmica”, disse um comerciante identificado apenas como Mahmoud, por receio de represálias. Já Reza, taxista, afirmou que o clima é de incerteza, mas que muitos, especialmente jovens, falam em manter os protestos apesar da repressão.


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