Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,22/07/2025

  • A +
  • A -
Publicidade

'Consumidor vai ter de botar água no leite', diz presidente da Agas

Litro de leite longa vida supera os R$ 5,00, em elevação quase três vezes a inflação acumulada em 12 meses

Senado Federal / Reprodução
'Consumidor vai ter de botar água no leite', diz presidente da Agas 'Consumidor vai ter de botar água no leite', diz presidente da Agas
Publicidade

O litro do leite de caixinha (UHT) ultrapassou os R$ 5,00 no Rio Grande do Sul, em patamar considerado histórico ao consumidor final, e com alerta de mais alta, pois o pico de preços vai até agosto.
- O consumidor vai ter de botar água no leite. Famílias com quatro integrantes que compravam duas caixas de leite UHT (com 12 litros cada) por mês estão reduzindo, comprando uma – disse ao Jornal do Comércio o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, sobre um dos principais ingredientes da cesta básica.
Considerando uma média de R$ 5,00 por litro (que é um valor rebaixado e só aparece em algumas promoções), as duas caixas com 24 litros chegariam a R$ 120,00 no mês, cerca de 10% do salário mínimo nacional, que está em R$ 1.212,00.
- Não pode comprometer mais de 10% do salário com leite - pondera o presidente da Agas.
A pesquisa do Dieese em Porto Alegre mostrou que, em maio, o leite subiu 3,52%. No ano, a disparada acumulada chega a 31,05% e, em 12 meses, a 33,87%.
Outro detalhe, revelado pela economista do Dieese no Rio Grande do Sul, Daniela Sandi, é que enquanto as famílias sentem esse nível de alta, o preço ao produtor teve elevação de 21% no mesmo período. Ela cita, ainda, que a elevação do preço do leite em 12 meses é quase três vezes a inflação do período (11,90%), pelo INPC/IBGE. Mas no ano, a alta é seis vezes o INPC acumulado (4,96%). O INPC é o balizador das negociações de reajustes salariais e, na reposição, trabalhadores com carteira assinada terão de repensar a sua cesta básica.
- O leite é um grande balizador e atinge em cheio a grande massa (famílias) -  analisa Longo, que associa a disparada à elevação de custos dos insumos, para a alimentação das vacas, e a questão de combustíveis e frete.
O dirigente observa que, se agora já está neste nível que a renda mais baixa não suporta, imagina como vai ser até o fim do inverno, estação que o produto que integra a cesta básica sobe devido à entressafra.
O presidente da Agas garante que o setor está repassando o mínimo ao produto. O valor sobe porque vem mais alto da indústria. O custo alto de fazer estoques restringe a manobra do varejo para conseguir estender preços menores ou ter estabilidade na gôndola, explica Longo.
Entre as opções, o leite in natura (em saquinho, por exemplo), com validade mais curta, de poucos dias, deve desaparecer, projeta Longo. A razão: porque o preço é próximo ao longa vida e por estar em nível alto, como a variante UHT.

Com informações do Jornal do Comércio

Entre no grupo do Portal de Notícias no Telegram e receba notícias da região

Publicidade

Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.