Primeira mulher general do Exército afirma que ‘competência não tem gênero’
Médica pediatra com quase 30 anos de carreira, Claudia Gusmão assume posto histórico e vai dirigir hospital militar em Brasília
Médica pediatra Claudia Lima Gusmão Cacho A médica pediatra Claudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, tornou-se nesta quarta-feira (1º) a primeira mulher a alcançar o posto de general no Exército Brasileiro. Após a cerimônia de promoção em Brasília, ela destacou que sua trajetória é resultado de mérito e dedicação ao longo de quase três décadas de ծառայ na Força.
— Foi o tempo necessário, desde a minha entrada até chegar hoje — afirmou.
Durante o evento, a oficial recebeu a espada de general e o bastão de comando, símbolos de autoridade entre os oficiais-generais da ativa. Para Claudia, a conquista representa o reconhecimento institucional pelo trabalho desenvolvido desde sua entrada no Exército, em 1996.
— É o reconhecimento do Exército Brasileiro a uma trajetória de quase 30 anos dentro da Força. Eu me sinto reconhecida pelo trabalho, o mérito que me acompanhou durante essa trajetória. É o meu sentimento maior: gratidão. E muita disponibilidade e aumento da responsabilidade — declarou.
Natural do Recife, Claudia ingressou na carreira militar como médica e construiu sua trajetória em diversas funções na área de saúde do Exército. Agora, ela assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília.
Ao comentar o significado da conquista, a nova general reforçou a importância da igualdade de oportunidades.
— Responsabilidade e competência não têm gênero — afirmou.
Ela também destacou o papel das mulheres dentro das Forças Armadas e a capacidade de conciliar diferentes funções.
— Nós temos a característica, o potencial de ser tudo isso ao mesmo tempo. Médica, mãe, militar. Eu consegui ser médica, ser militar, fazer os cursos que eu quis e nunca deixei de ser mãe — disse.
Sobre o impacto de sua ascensão, Claudia incentivou outras mulheres interessadas na carreira militar a se prepararem e acreditarem em seu potencial.
— Que elas acreditem nelas mesmas, que elas têm competência, têm responsabilidade. Elas podem chegar — ressaltou.
A promoção ocorre em um momento de ampliação da participação feminina nas Forças Armadas. Atualmente, as mulheres representam cerca de 6% do efetivo do Exército Brasileiro, com presença crescente em diferentes áreas e funções.






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