Golpe do falso filho faz vítimas em Charqueadas e causa prejuízo a idosos
Dois moradores perderam mais de R$ 3 mil em transferências após contato de criminosos
Dois moradores perderam mais de R$ 3 mil em transferências após contato de criminosos Dois idosos de Charqueadas foram vítimas do chamado “golpe do falso filho” e tiveram prejuízo superior a R$ 3 mil após realizarem transferências via Pix. Os casos, registrados recentemente, acendem o alerta para uma modalidade de fraude que tem como principal alvo pessoas mais velhas.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o golpe consiste em criminosos que se passam por familiares próximos, como filhos ou netos, utilizando aplicativos de mensagens para enganar as vítimas. Os estelionatários geralmente afirmam que trocaram de número de telefone e, após estabelecer contato, solicitam dinheiro com urgência, alegando problemas financeiros.
A fraude se apoia na chamada engenharia social, explorando a confiança e o vínculo emocional das vítimas. Em muitos casos, os golpistas utilizam fotos reais retiradas de redes sociais para tornar a abordagem mais convincente. Há ainda registros do uso de tecnologias mais avançadas, como inteligência artificial, para simular voz e reforçar a credibilidade da conversa.
Segundo as autoridades, idosos são os principais alvos por apresentarem maior vulnerabilidade em relação à segurança digital e por tenderem a agir rapidamente diante de supostos pedidos de ajuda de familiares.
A orientação é que a população redobre a atenção. Antes de qualquer transferência, é fundamental confirmar a identidade do solicitante por meio de ligação telefônica ou outro contato direto. Também é recomendado desconfiar de pedidos feitos por números desconhecidos e evitar transferências para contas em nome de terceiros.
Em caso de golpe, a vítima deve registrar ocorrência junto à Polícia Civil e acionar imediatamente o banco para tentar recuperar os valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
A Polícia Civil reforça que esse tipo de crime é considerado violência patrimonial e destaca a importância de denunciar os casos, além de buscar apoio, especialmente quando envolvem pessoas idosas.






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