Roteador de internet via satélite é apreendido em cela de presídio de Charqueadas
Equipamento Starlink permitiria conexão de alta velocidade para vários celulares; Polícia Civil investiga como dispositivo entrou na unidade
Equipamento Starlink permitiria conexão de alta velocidade para vários celulares; Polícia Civil investiga como dispositivo entrou na unidade Uma operação da Delegacia de Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), realizada em 27 de novembro, resultou na apreensão de um roteador de internet via satélite Starlink dentro de uma cela da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC). O equipamento, fabricado pela empresa SpaceX, de Elon Musk, permite conexão de alta velocidade sem depender de antenas de telefonia e é capaz de atender vários dispositivos simultaneamente.
Além do sistema Starlink, os policiais localizaram quatro celulares e porções de maconha dentro da cela. Conforme a investigação, o aparelho funciona como uma central de comunicação, possibilitando transmissão de vídeos, chamadas e acesso à internet com grande estabilidade. No mercado legal, o equipamento custa entre R$ 800 e R$ 3,5 mil, mas dentro do sistema prisional tende a alcançar valores muito superiores.
A Secretaria Estadual do Sistema Penal e Socioeducativo atribui a entrada do equipamento ao uso de drones, estratégia que tem sido identificada em diversas unidades prisionais. O Estado afirma ter intensificado o combate a esse tipo de ação, com a aquisição de tecnologias antidrone semelhantes às usadas em zonas de conflito, capazes de interceptar e derrubar aeronaves não tripuladas.
Segundo a pasta, mais de 8 mil celulares foram apreendidos desde o início da atual gestão, sendo cerca de 2 mil interceptados antes mesmo de chegarem ao interior das penitenciárias.
Esta não é a primeira ocorrência envolvendo equipamentos sofisticados em unidades de Charqueadas. Em 2022, um dispositivo semelhante foi encontrado na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), a mais protegida do Estado.
A secretaria reconhece que o sistema de bloqueio de telecomunicações previsto para a Penitenciária Modulada ainda não está em funcionamento devido a atrasos da empresa responsável pelo contrato. A tecnologia contratada deve bloquear tanto frequências de telefonia quanto sinais de Wi-Fi. O Estado afirma ter cobrado rigorosamente a entrega e mantém a unidade em regime de reforço operacional até a ativação plena do sistema.
Desde 2019, o governo estadual investiu R$ 1,4 bilhão no sistema prisional, incluindo a criação de 12 mil vagas e a modernização de equipamentos da Polícia Penal, como scanners corporais, armamentos, coletes, viaturas e três kits completos de tecnologia antidrone.
As informações são da Zero Hora.






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