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São Jerônimo, RS,01/04/2026

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Relator defende livrar Zambelli de cassação na CCJ da Câmara

Apontando falta de provas sobre invasão ao CNJ, deputado Diego Garcia afirma que acusação se sustenta apenas no depoimento de Delgatti e cita indícios de tratamento direcionado contra a parlamentar

Câmara dos Deputados / Divulgação
Relator defende livrar Zambelli de cassação na CCJ da Câmara Deputada Carla Zambelli
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O relator do processo de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentou nesta terça-feira (2) parecer pela preservação do mandato da parlamentar. Zambelli está presa na Itália desde julho, após entrar na lista vermelha da Interpol, mas segue com o mandato ativo enquanto o caso tramita na Câmara.

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Em coletiva, Garcia afirmou não haver provas conclusivas de que a deputada tenha ordenado ou participado da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — episódio que embasou a condenação dela no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o relator, a ação penal se apoia “centralmente” no depoimento do hacker Walter Delgatti, sem outros elementos materiais que sustentem as acusações.

— Encontrei suspeitas, mas não certezas de que a deputada tenha ordenado as invasões. A acusação se baseia exclusivamente no depoimento de Delgatti. Não há outras provas que deem sustentação, declarou.

Ausência de material eletrônico e contradições

No relatório, Garcia destaca que perícias nos dispositivos da parlamentar não encontraram mensagens, rascunhos ou arquivos que a vinculassem à invasão do sistema. Ele também aponta contradições nos relatos de Delgatti, que, segundo o parecer, “resetava o aparelho diariamente” e não apresentou registros das supostas conversas com Zambelli.

O deputado cita ainda depoimentos que, segundo ele, indicam tratamento direcionado à parlamentar por órgãos do Judiciário e do sistema de fiscalização de desinformação. Entre os relatos, está o de Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, que mencionou pedidos constantes de monitoramento sobre a deputada.

— Analisando o material, encontrei elementos que podem indicar perseguição política. Há testemunhos que confirmam que a deputada era alvo preferencial, afirmou o relator.

Prisão, tramitação e cenário político

Zambelli deixou o Brasil após esgotar os recursos na ação penal julgada pelo STF e foi presa em Roma, onde permanece detida. Mesmo assim, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não decretar a perda imediata do mandato pela Mesa Diretora e encaminhou o caso integralmente à CCJ.

A leitura do parecer ocorre nesta terça, mas um pedido de vista é considerado certo, o que deve adiar a deliberação para a próxima semana. A composição da CCJ — majoritariamente alinhada à direita — tende a ser favorável à parlamentar.

Caso seja aprovado, o relatório seguirá ao plenário da Câmara, que dará a palavra final sobre a cassação.


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