Lula lidera cenários de 1º turno, mas empata com Tarcísio e Michelle no 2º turno
Levantamento AtlasIntel mostra queda do petista na disputa das eleições 2026 e crescimento de adversários
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente em todos os cenários de primeiro turno para a disputa presidencial de 2026, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (2). No entanto, o estudo indica empate técnico entre Lula e dois potenciais adversários no segundo turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL).
No cenário em que enfrenta Michelle, Lula aparece com 48,7%, seguido pela ex-primeira-dama com 28,6%. Também participam da disputa Ronaldo Caiado (9,4%), Ratinho Jr. (5%), Romeu Zema (4,4%) e Renan Santos (2,1%). Os votos brancos e nulos são 1,4%, e 0,4% não souberam responder.
Em uma segunda simulação, com Tarcísio de Freitas, o petista tem 48,4%, enquanto o governador paulista aparece com 32,5% — crescimento frente aos 30,4% registrados em outubro. Lula, por sua vez, recuou dos 51,3% para os atuais 48,4%.
Empates no segundo turno
Apesar de liderar o primeiro turno, Lula teria um duelo equilibrado no segundo turno contra Tarcísio e Michelle. Em ambos os cenários, o presidente aparece com 49% contra 47% de seus adversários — diferenças dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa também simulou cenários contra outros nomes:
- Lula x Romeu Zema: 49% x 41%
- Lula x Ronaldo Caiado: 49% x 41%
- Lula x Ratinho Jr.: 49% x 40%
- Lula x Eduardo Leite: 47% x 28% (25% não sabem/branco/nulo)
Apesar de constar no levantamento, Jair Bolsonaro (PL) está inelegível pelos próximos 35 anos e cumpre pena de 27 anos e 3 meses pelo crime de golpe de Estado.
Aumento da desaprovação
A pesquisa também mediu a avaliação do governo. A desaprovação de Lula subiu de 48,1% para 50,7%, enquanto a aprovação caiu de 51,2% para 48,6%.
A percepção de que o governo é ruim ou péssimo passou de 47,2% para 48,6%, e a avaliação ótima ou boa caiu de 48% para 44%.
Entre os setores pior avaliados pelos entrevistados estão:
- responsabilidade fiscal e controle de gastos;
- impostos e carga tributária;
- segurança pública;
- justiça e combate à corrupção.
O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de novembro e ouviu 5.510 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.






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