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São Jerônimo, RS,01/04/2026

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Quatro municípios da Região Carbonífera têm risco alto e muito alto de inundação

Novo Atlas de Risco de Inundações aponta 43 municípios com ameaça muito alta no RS

Banco de Imagens
Quatro municípios da Região Carbonífera têm risco alto e muito alto de inundação Enchente em São Jerônimo em maio de 2024
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O Rio Grande do Sul conta com um novo diagnóstico técnico sobre as áreas suscetíveis a inundações. O Atlas de Risco a Inundações do RS atualiza o material publicado em 2014 pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e reúne informações sobre a frequência e os impactos das cheias em áreas urbanizadas, além de indicar vulnerabilidades municipais. O objetivo é orientar políticas públicas, priorizar investimentos e fortalecer ações de prevenção.

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A atualização foi motivada pelos eventos extremos de 2023 e, principalmente, de 2024, que colocaram o Estado no centro do debate nacional sobre mudança climática e gestão de riscos. A secretária estadual do Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, afirma que o atlas “entrega uma base técnica sólida e decisiva para apoiar os municípios na construção de estratégias mais eficazes diante dos eventos meteorológicos extremos”.

346 municípios apresentam algum nível de risco

O levantamento identificou que 346 municípios, cerca de 70% do território gaúcho, têm risco significativo de inundações ou enxurradas. Entre eles:

  • 43 têm risco muito alto,
  • 82 têm risco alto,
  • 108 têm risco médio,
  • 113 têm risco baixo.

As maiores concentrações de risco estão na Bacia do Guaíba — que abrange os rios Sinos, Caí, Gravataí e Taquari-Antas — e na calha do Rio Uruguai, incluindo cidades como Uruguaiana, Itaqui, São Borja e Porto Xavier.

A classificação leva em conta três abordagens complementares:

  • manchas de inundação simuladas;
  • método hidrológico baseado em vazões e registros;
  • análise qualitativa com dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2Id).

O maior risco encontrado entre as três metodologias é sempre o adotado, tornando o resultado mais conservador.

Região Carbonífera: quatro municípios entre risco alto e muito alto

Na Região Carbonífera, o estudo também aponta vulnerabilidades expressivas.

Entre os municípios analisados:

  • Charqueadas e São Jerônimo estão classificados com risco muito alto;
  • General Câmara e Triunfo aparecem com risco alto.

As quatro cidades integram a área mais pressionada pelos impactos hidrológicos que atingiram o Estado nos últimos anos, especialmente com cheias recorrentes dos rios Jacuí e Taquari e das bacias associadas.

Recomendações e próximos passos

O atlas orienta ações como definição de prioridades de investimento, elaboração de planos de contingência, instalação ou melhoria de sistemas de alerta, obras de proteção, zoneamento de áreas suscetíveis e fortalecimento da gestão integrada entre Estado e municípios.

Publicada durante o 26º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em Vitória (ES), a atualização foi desenvolvida pela ANA em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a Defesa Civil Estadual e o Serviço Geológico do Brasil (SGB). O objetivo é acelerar a adoção de medidas que reduzam riscos e danos provocados por enchentes, alinhando o trabalho ao Plano Nacional de Recursos Hídricos e ao Plano Rio Grande.


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