Em São Jerônimo, Escola Carlos Pretzel une Dia da Consciência Negra e inclusão

Alunos da APAE General Câmara realizaram oficina de confecção de bonecas Abayomi

Por Portal de Notícias 21/11/2019 - 11:05 hs
Foto: Divulgação
Em São Jerônimo, Escola Carlos Pretzel une Dia da Consciência Negra e inclusão
Aluna da APAE General Câmara enina os pequenos a confeccionar as bonecas

Na quarta-feira (20/11), na Escola Municipal de Educação Infantil Carlos Arno Pretzel, em São Jerônimo, foi desenvolvido um trabalho que uniu a inclusão ao Dia da Consciência Negra.

A convite das professoras Fabiana Serpa e Maria Elaine do Nascimento, do Maternal 2 da EMEI Carlos Arno Pretzel, os alunos da APAE de General Câmara, Valdinei e Andriele, e suas professoras Marilene e Letícia, promoveram uma oficina de confecção de bonecas Abayomi, que as mães africanas faziam de retalhos de seus vestidos para acalantar as crianças durante as viagens nos navios negreiros.
A professora Fabiana Serpa, que também atua no Instituto Estadual de Educação (IEE) Vasconcelos Jardim, em General Câmara, conta como surgiu a ideia.
- No início de novembro, aconteceu no IEE  Vasconcelos Jardim uma mostra de arte e conhecimento (MAC), onde os alunos da APAE fizeram uma exposição do trabalho que realizam na escola e, dentre esses trabalhos, entregaram como lembrança uma boneca Abayomi e a história. Achei mega interessante, pois desconhecia (a história). No outro dia, na hora de planejamento na EMEI Carlos Arno Pretzel, falei para colega Maria Elaine de fazermos essa oficina para os alunos da APAE ensinarem nossos pequenos a fazer a boneca – explica Fabiana.
A ideia foi apresentada à diretora da EMEI Carlos Arno Pretzel, Liane Lucas, que imediatamente aprovou.
- Contamos a história do surgimento da boneca e dissemos (aos alunos) que viriam outros professores ensinarem a fazer. Foi muito legal a experiência. Os alunos adoraram e os da APAE estavam radiantes por serem professores por um dia – conta Fabiana.

SAIBA MAIS

Para acalentar seus filhos durante as viagens a bordo dos navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos entre África e Brasil, as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.








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