Vamos ter que colocar alguém na cadeia, diz Lula sobre alta do diesel
Presidente afirmou que o aumento de preço se deve pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (01/04), que o governo federal, em conjunto com estados e órgãos de fiscalização, intensificou o monitoramento dos preços do diesel e não descarta punições a responsáveis por aumentos considerados indevidos.
Durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, o presidente destacou medidas adotadas pela gestão para conter o custo do combustível, como a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins — o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro.
— O que acontece é que como tem gente mal caráter nesse país, tem gente que mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando. Nós estamos com a Polícia Federal, todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia — declarou.
Lula também relacionou a pressão sobre os preços ao cenário internacional, citando conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo ele, o governo brasileiro busca evitar que essas tensões externas impactem diretamente o consumidor no país.
O presidente criticou a escalada do conflito no Oriente Médio e reforçou que a atual política de combustíveis difere da adotada em gestões anteriores.
— A política do Bolsonaro não têm nada a ver, a situação é diferente. Agora, temos uma guerra, fizemos acordo para Irã enriquecer urânio nos mesmos métodos do Brasil, fizemos o acordo e os Estados Unidos e a União Europeia não aceitaram. Não precisava terminar em guerra — afirmou.
Ainda de acordo com Lula, as medidas em curso visam proteger a população e garantir que reduções de custos cheguem efetivamente ao consumidor final.






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