Nasa prepara lançamento da Artemis II, primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos
Viagem levará astronautas à órbita lunar pela primeira vez desde 1972, com decolagem prevista para esta quarta-feira
Artemis II A NASA se prepara para um momento histórico com o lançamento da missão Artemis II, prevista para a noite desta quarta-feira (1º). A iniciativa marca o retorno de astronautas à órbita da Lua pela primeira vez desde a missão Apollo 17, realizada há mais de meio século.
A decolagem está programada para as 19h24 (horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy. A contagem regressiva foi iniciada no início da semana, e a agência informou que as condições meteorológicas apresentam cerca de 80% de probabilidade favorável, apesar da possibilidade de ventos fortes e nebulosidade.
O foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion já estão posicionados na plataforma de lançamento. Caso haja necessidade de adiamento, janelas alternativas estão previstas até o dia 6 de abril.
A missão Artemis II levará quatro astronautas em uma viagem de ida e volta ao redor da Lua, com duração estimada de cerca de 10 dias. A tripulação é composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo representa marcos históricos, incluindo a primeira mulher, a primeira pessoa negra e o primeiro não americano a participar de uma missão desse tipo.
Diferentemente das missões do programa Apollo, a Artemis II não prevê pouso na superfície lunar. O objetivo é realizar um voo de aproximação, contornando o satélite natural e retornando à Terra, servindo como etapa preparatória para futuras missões com pouso.
Durante a viagem, os astronautas terão a oportunidade de observar regiões do lado oculto da Lua e registrar imagens inéditas. Além de equipamentos profissionais, a missão contará com o uso de smartphones para capturar fotos e vídeos, ampliando o alcance e o impacto das imagens para o público global.
A missão integra o programa Artemis, que tem como objetivo estabelecer uma presença sustentável na Lua e servir como base para futuras explorações espaciais, incluindo missões tripuladas a Marte.






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