“Se o pacote passar, a Brigada vai parar”: servidores da segurança protestam contra projetos de Leite
Manifestação reuniu milhares de servidores da segurança nesta quinta-feira na Capital
Manifestação reuniu milhares de servidores da segurança nesta quinta-feira na Capital Servidores estaduais da segurança pública realizaram em Porto Alegre, nesta
quinta-feira (5/12), um dia de manifestações contra projetos do governo de
Eduardo Leite (PSDB) que irão alterar a estrutura das carreiras e a Previdência
dos servidores públicos do Rio Grande do Sul. A manifestação, que iniciou com
concentração na Praça Brigadeiro Sampaio e continuou com uma caminhada dos
servidores até a Praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa, foi
marcada por falas contrárias e críticas ao pacote de Leite. “Se o pacote passar,
os bombeiros vão parar. Se o pacote passar, a Brigada vai parar”, foi uma dos
gritos de ordem mais cantados pelos manifestantes.
Ao final da caminhada, os servidores realizaram uma assembleia geral e
aprovaram adotar Operação Padrão dos militares estaduais. Com isso, a Brigada
Militar não sairá às ruas se os equipamentos, como carros e coletes, não
estiverem em boas condições. Também foi aprovado um “fecha quartel”, que será
promovido a partir do dia 17 deste mês pelas esposas e namoradas dos
brigadianos.
Participaram da manifestação profissionais da Brigada Militar, Corpo de
Bombeiros e Polícia Civil de diversas cidades do interior do Estado. Além dos
servidores, também participaram da manifestação diversos familiares de
militares.
Para os servidores militares, as propostas do governo Leite para a categoria
são medidas inconstitucionais.
- Essas proposições não correspondem à Constituição Federal, até por conta do
Projeto de Lei 1645, que diz que militares encontram-se dentro do regramento da
União. O governador não está levando em conta este regramento - disse o
coordenador geral adjunto da Associação dos bombeiros do Rio Grande do Sul
(Abergs), tenente-coronel Ederson Carlos Franco da Silva.
Para a primeiro-tenente e assessora jurídica da AOFERGS, Jane Melo Soares, a
sociedade gaúcha está sendo diretamente afetada pelas propostas do governo
Leite.
- Nós queremos que a comunidade gaúcha tenha consciência de que a Constituição
garante três serviços que o governo é obrigado a dar: educação, saúde e segurança.
E são os servidores desses três serviços que estão sendo prejudicados pelo
governador. Quem está levando o golpe do governador é a sociedade gaúcha - disse.
Os manifestantes também criticaram as políticas do governo estadual, como o
atraso de salários da categoria, por exemplo, e denunciaram a precarização da
carreira militar por parte do poder estadual.
- O governador disse que dentro de um ano iria pagar o nosso salário em dia, a
gente aguardou pacientemente e aí, quando chegou o prazo limite que ele deu,
ele apresentou, para a nossa surpresa, um pacote que retira quase que todos
nossos direitos - afirmou o sargento Revelino, presidente da ABAMF Uruguaiana.
A manifestação desta quinta foi chamada pelo fórum das entidades
representativas dos militares estaduais, composto pela Associação de Bombeiros
do Estado do RS – ABERGS, pela Associação dos Oficiais do Estado do Rio Grande
do Sul – AOFERGS, pela Associação dos Sargentos, Tenentes e Subtenentes da
Brigada Militar – ASSTBM, pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho –
ABAMF, pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar – ASOFBM e pela
presidente da Associação das Esposas dos Praças da Polícia Militar do Rio
Grande do Sul – AESPPOM/RS.
As informações são do Sul21






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