Setembro Verde: mês para conscientizar sobre a doação de órgãos
Hospital Dom Vicente Scherer da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre é responsável por mais da metade dos transplantes no Rio Grande do Sul
Em 2018 foram realizados 627 transplantes O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente,
cerca de 96% dos procedimentos são financiados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do
mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e
gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e
medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.
O Hospital Dom Vicente Scherer, unidade de transplantes da Santa Casa de
Misericórdia de Porto Alegre, é referência internacional na área e responsável
por mais da metade dos procedimentos no Rio Grande do Sul. Em 2018 foram realizados 627 transplantes. O Hospital possui capacidade física e assistencial
para realizar o dobro de procedimentos, mas esbarra na falta de doadores.
SETEMBRO VERDE
A Campanha Setembro Verde é uma alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos (
27 de Setembro) e a cor verde é adotada, em todo mundo, como a cor símbolo da doação
de órgãos. O Setembro Verde, realizado em todo país, é o mês que incentiva o
debate sobre a doação e o transplante de órgãos.
Atualmente, a negativa familiar é o principal motivo para a não doação. O
objetivo da campanha é incentivar o cidadão a declarar para seus familiares e
amigos a intenção de ser um doador.
COMO SER DOADOR
A legislação brasileira não possibilita que alguém deixe registrado por escrito
o desejo de ser doador e somente a família pode tomar essa decisão. Por isso, é
essencial manifestar para a família sobre o desejo de ser doador e deixar claro
que os familiares devem autorizar a doação de órgãos.
EXISTEM DOIS TIPOS DE DOADOR
– O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a
doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar
um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela
lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Quando não
houver parentesco, a autorização precisa ser judicial.
– O segundo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente
vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC. É neste
caso que a família necessita autorizar a doação.
PANORAMA DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E FILA DE ESPERA NO BRASIL
Em 2018, o Brasil registrou aumento no número de doadores, porém o índice de
2,4% ficou abaixo do esperado (5,5%). Um dos principais fatores que limita a
doação de órgãos é a baixa taxa de autorização da família do doador.
Atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concorda que
sejam retirados os órgãos e tecidos do ente falecido para doação. Em muitos
desses casos a pessoa poderia ter sido um potencial doador. A fila de pessoas
que esperam a doação de algum órgão ou tecido supera 35 mil pessoas no Brasil.
A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de
tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e
sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado, do
pulmão e da medula óssea pode ser feita em vida.
FILA DE ESPERA NO BRASIL
Total: 32.796 pessoas
Rim: 29.764
Fígado: 1.831
Rim e Pâncreas: 564
Coração: 363
Pulmão: 208
Pâncreas: 60
Intestino: 3
Multivisceral: 3
FILA DE ESPERA NO RS
Total: 1.582 pessoas
Rim: 1.276
Fígado: 184
Rim e Pâncreas: 5
Coração: 15
Pulmão: 97
Pâncreas: 5
Fonte: Sistema Informatizado de Gerenciamento (SIG), gerenciado pelo Sistema
Nacional de Transplantes (SNT)






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