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São Jerônimo, RS,04/04/2026

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Morador de Charqueadas morre por falta de atendimento de emergência

Este é o quarto caso depois do fechamento do Pronto Atendimento Municipal, há um ano

Bando de Dados
Morador de Charqueadas morre por falta de atendimento de emergência Familiar revela que não havia médico no plantão da Policlínica quando a vítima chegou
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mso-bidi-font-family:"Times New Roman";mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
color:#1D2129;background:white">MARCOS ESSVEIN

Na manhã do dia 25, um morador de Charqueadas
morreu vítima de problemas cardíacos. De acordo com relatos dos familiares de
Rafael Borba Bragança, 32 anos, os pedidos de socorro feitos ao SAMU e à
Policlínica Municipal não foram atendidos. Este é o segundo caso neste ano e o
quarto ocorrido após o fechamento do Pronto Atendimento, em 15 de junho de
2017.
O tio, Itamar Nunes de Oliveira, conhecido como
“Chato”, foi quem socorreu Rafael e o transportou até a Policlínica Municipal,
que fica a cerca de 500 metros da residência da vitima, que morava na Rua
General Osório, próximo ao antigo Sindicato dos Mineiros.

De acordo com Oliveira, os familiares de Rafael
telefonavam em busca de socorro desde as 6h40min da manhã, mas sem sucesso. Por
volta das 7h20min, Oliveira foi chamado e transportou Rafael até a Policlínica
em busca de atendimento.

- Chegamos lá e não tinha médico, não tinha
desfibrilador, não conseguiram estabilizar ele. As duas ambulâncias estavam
estragadas. Se eu soubesse que era essa esculhambação, tinha levado o Rafael
direto para o Hospital de São Jerônimo – disse Oliveira.

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A vereadora Rosângela Dornelles, médica e
ex-secretária estadual adjunta de Saúde, há bastante tempo vem alertando sobre
a precariedade do atendimento de emergência no município, tendo inclusive
apresentado denúncias ao Ministério Público Estadual. A vereadora denuncia o
descaso da administração municipal com a saúde da população.


“Mais uma vítima, mais uma morte. Estamos há um
ano mostrando dados e alertando o Ministério Público de Charqueadas, com
protocolos de diversos pedidos e documentos que demonstram a irregularidade no
atendimento médico na Policlínica, como a RDC que fala como deve ser um
atendimento na saúde quanto à estrutura e equipamentos adequados. Ou seja, é
visível o descaso por parte dos administradores públicos, algo jamais visto com
tamanha intensidade”, publicou em seu perfil no Facebook.
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De acordo com Rosângela, foram apresentadas m
ais de trinta proposições e uma moção de apelo ao
prefeito para que o atendimento que estava sendo realizado na Policlínica
voltasse ao prédio do hospital municipal.

“Não foi atendidos,
como é prática da atual administração. Represento o povo, que nas ruas e nas
milhares de manifestações em redes sociais pedem um serviço de saúde melhor em
Charqueadas, mas mesmo assim não fomos atendidos”, complementou.

Rosângela destaca
que sua revolta não é como oposicionista ao governo, mas como cidadã que mora e
paga seus impostos em Charqueadas.

“Como não se
chocar com mais uma morte por descaso ou falta de médicos na Policlínica? Nunca
houve atendimento pleno 24 horas e a Prefeitura subcontratou o Vila Nova para
atender a Policlínica nos plantões pagando mais de R$ 350 mil mensais, para que
este atendimento fosse efetivo, mas não é, o que estava acontecendo ao longo de
todo este período pós-fechamento do hospital, e mais do que isto: perdemos a
SAMU avançada e o acolhimento de atenção básica não só na saúde, mas em todas
as áreas e agora temos a promessa da abertura do Hospital. Torcemos para que
realmente abra, mas num processo transparente e claro no atendimento à
população. Não podemos mais admitir mortes desta natureza. A administração
pública está longe de prestar o mínimo essencial para a saúde local”, finalizou.
A vereadora disse que vai ingressar com nov denúncia no Ministério Público de Charqueadas.



Contraponto
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de
Charqueadas não se manifestou sobre o caso.


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