Governo federal destina R$ 26,15 milhões para retomada das obras da nova ponte do Guaíba
Recursos devem permitir a retomada dos trabalhos nas próximas semanas, com prioridade para a conclusão de quatro alças de acesso
Recursos devem permitir a retomada dos trabalhos nas próximas semanas, com prioridade para a conclusão de quatro alças de acesso Após quatro meses de incertezas e paralisação por falta de recursos, as obras da nova ponte do Guaíba devem ser retomadas nas próximas semanas. O Ministério do Planejamento e Orçamento destinou R$ 26,15 milhões para a continuidade do empreendimento, que enfrenta interrupções há cinco anos.
A confirmação do repasse foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (1º). O valor, no entanto, é inferior aos R$ 50 milhões que haviam sido anunciados pelo governo federal em junho.
Na semana passada, o Ministério dos Transportes já havia autorizado formalmente o reinício dos serviços com a assinatura da ordem de serviço. A liberação efetiva dos recursos era a etapa que faltava para permitir a retomada do trabalho pelas empresas responsáveis pela execução do projeto.
Embora o dinheiro ainda possa levar alguns dias para estar disponível, as construtoras Cidade e Arteleste já poderão iniciar a organização e a montagem do canteiro de obras.
Obras devem avançar até o fim do ano
Com os R$ 26,15 milhões destinados inicialmente, a previsão é de que os serviços possam ser mantidos até o final deste ano. A primeira etapa da retomada será concentrada na execução das quatro alças de acesso que ainda precisam ser concluídas.
Entre as intervenções está a alça que permitirá o deslocamento de motoristas que saem da Avenida Castello Branco em direção a Eldorado do Sul. O projeto também contempla acessos para veículos que chegam pela freeway, vindos de Gravataí, em direção ao bairro Humaitá, além de conexões entre Eldorado do Sul e a região.
Para viabilizar o avanço da obra, foi necessário realizar a retirada de famílias que residiam na área afetada pelo empreendimento. Das 636 moradias previstas para remoção, ainda restam 44, mas essas situações não devem impedir o andamento dos serviços programados.
A expectativa é de que a conclusão das alças ocorra em aproximadamente um ano. Com isso, a previsão é que a ligação completa pela nova ponte, facilitando o deslocamento entre Porto Alegre e a zona sul do Estado, possa ser utilizada a partir de setembro ou outubro de 2027.
Novas intervenções estão previstas
Além da conclusão das quatro alças, o planejamento para a continuidade da obra inclui outras intervenções. Uma delas prevê a criação de um novo acesso de entrada e saída na região da Ilha Grande dos Marinheiros.
A necessidade de uma ligação alternativa ganhou ainda mais importância após a enchente de 2024, quando moradores da região enfrentaram dificuldades para deixar a localidade.
Também está prevista a implantação de estruturas de proteção ao redor dos pilares da ponte localizados no Rio Jacuí. As chamadas defesas têm como objetivo reduzir os riscos de danos à travessia em eventuais colisões envolvendo embarcações.
Para a conclusão total do empreendimento, a estimativa é de necessidade de R$ 524,93 milhões em investimentos. A previsão é de que o conjunto dos trabalhos restantes tenha duração de aproximadamente três anos.
Obra começou em 2014
A construção da nova ponte do Guaíba teve início em 2014 e, inicialmente, tinha previsão contratual de conclusão em 2017. A estrutura acabou sendo inaugurada parcialmente em 2020, enquanto diferentes etapas do projeto permaneceram pendentes.
Até o momento, cerca de R$ 769 milhões já foram investidos na obra. Em 2021, o governo federal incluiu o empreendimento em estudos relacionados a uma nova concessão, e somente em julho de 2024 o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltou a assumir diretamente a responsabilidade pela conclusão dos serviços.
A intenção do governo federal é transferir futuramente a administração da nova ponte e da BR-290 para a iniciativa privada. Mesmo com uma eventual concessão, o Dnit deverá permanecer responsável pela finalização das obras, enquanto a futura concessionária assumirá a manutenção da estrutura.






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