Temporal com vento e granizo deixa mais de 700 desalojados em Eldorado do Sul; município decreta situação de emergência
Vendaval provocou destelhamentos, queda de árvores, falta de energia e desabastecimento de água; famílias seguem recebendo assistência da prefeitura e da Defesa Civil
Vendaval provocou destelhamentos, queda de árvores, falta de energia e desabastecimento de água; famílias seguem recebendo assistência da prefeitura e da Defesa Civil O município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, contabiliza 720 pessoas desalojadas após o forte temporal que atingiu a cidade na manhã de sábado (11). Diante dos prejuízos causados pela combinação de chuva, ventos intensos e granizo, a prefeitura decretou situação de emergência.
O fenômeno provocou destelhamentos, queda de árvores e postes, interrupção no fornecimento de energia elétrica e problemas no abastecimento de água. Cerca de 40 pessoas permanecem acolhidas em um abrigo instalado em uma escola municipal, enquanto a maioria dos desalojados está hospedada em casas de familiares e amigos.
Segundo a Defesa Civil, o temporal atingiu com maior intensidade o bairro Parque Eldorado. Embora a previsão meteorológica apontasse apenas chuva fraca a moderada, o sistema ganhou força rapidamente e provocou danos significativos. Até esta segunda-feira (13), mais de 1,9 mil telhas haviam sido distribuídas às famílias atingidas.
Os levantamentos apontam que o vendaval foi o principal responsável pelos estragos, arrancando coberturas de residências e estabelecimentos comerciais. Em muitos casos, as telhas foram removidas pela força do vento, sem apresentar perfurações provocadas pelo granizo.
A falta de energia também comprometeu o abastecimento de água, já que parte do sistema depende de poços artesianos operados por bombas elétricas. Para minimizar os impactos, caminhões-pipa estão sendo utilizados no abastecimento de reservatórios das residências.
Os reflexos do temporal também afetaram a rotina da população. Escolas do bairro Parque Eldorado tiveram as aulas suspensas devido aos bloqueios em vias, à queda de postes e à interrupção no fornecimento de energia.
Além das residências, diversos estabelecimentos comerciais sofreram danos estruturais, principalmente com o destelhamento de prédios. Equipes da prefeitura, Defesa Civil e voluntários seguem atuando no atendimento às famílias, na distribuição de materiais e no levantamento dos prejuízos.
A limpeza das ruas, a retirada de árvores e postes caídos e a recuperação da infraestrutura devem continuar ao longo dos próximos dias. O município, que ainda enfrenta o processo de reconstrução após as enchentes históricas de 2024, volta a lidar com os impactos de um novo evento climático severo.





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