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São Jerônimo, RS,12/06/2026

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Inflação desacelera para 0,58% em maio

Alimentação, energia elétrica e gastos com saúde pressionaram os preços; combustíveis ajudaram a conter avanço da inflação

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Inflação desacelera para 0,58% em maio Alimentação, energia elétrica e gastos com saúde pressionaram os preços; combustíveis ajudaram a conter avanço da inflação
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,67%.

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Apesar da redução no ritmo de crescimento dos preços, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,72%, acima dos 4,39% registrados no período anterior. No acumulado de 2026, o IPCA já soma alta de 3,20%.

O principal responsável pela inflação de maio foi o grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou variação de 1,33% e respondeu sozinho por metade do índice do mês, com impacto de 0,29 ponto percentual.

Entre os produtos que mais subiram estão a batata-inglesa, com alta de 44,69%, o tomate (20,62%), a cebola (16,80%) e as carnes (1,39%). Em contrapartida, o café moído apresentou queda de 2,38%, enquanto as frutas recuaram 0,70%.

Outro destaque foi o grupo Habitação, que registrou alta de 1,22%. O aumento foi impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que ficou 3,67% mais cara em maio. O reajuste das tarifas em diversas capitais e a vigência da bandeira tarifária amarela contribuíram para o resultado.

Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,90%, refletindo principalmente o aumento dos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,95%, e dos planos de saúde, com elevação de 0,50%.

Combustíveis ajudaram a frear inflação

O grupo Transportes foi o único a registrar queda em maio, com variação negativa de 0,46%. O resultado foi influenciado pela redução dos preços dos combustíveis, que caíram em média 1,95%.

O etanol teve recuo de 6,20%, enquanto a gasolina ficou 1,46% mais barata, representando o maior impacto negativo individual no índice do mês. O óleo diesel também registrou queda de 2,34%.

Por outro lado, as passagens aéreas voltaram a subir, com alta de 3,20%, após terem registrado forte queda em abril.

Porto Alegre ficou abaixo da média nacional

Entre as capitais e regiões pesquisadas pelo IBGE, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande, ambas com inflação de 1,31% em maio.

Porto Alegre apresentou alta de 0,57%, ligeiramente abaixo da média nacional de 0,58%. No acumulado do ano, a inflação na capital gaúcha alcança 2,80%, enquanto em 12 meses soma 4,47%.

INPC também desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,65% em maio, abaixo dos 0,81% registrados em abril.

No acumulado do ano, o INPC soma alta de 3,36%, enquanto nos últimos 12 meses o índice alcançou 4,42%.

Segundo o IBGE, a desaceleração foi influenciada principalmente pela redução dos preços dos combustíveis, embora os alimentos continuem exercendo forte pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.


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