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São Jerônimo, RS,08/06/2026

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Sociedade Rural Brasileira cobra esclarecimentos sobre veto da União Europeia à carne do Brasil

Entidade defende apuração das causas que levaram à suspensão e afirma que setor possui capacidade técnica para atender às exigências do mercado europeu

Fernando Dias / Seapdr
Sociedade Rural Brasileira cobra esclarecimentos sobre veto da União Europeia à carne do Brasil Entidade defende apuração das causas que levaram à suspensão e afirma que setor possui capacidade técnica para atender às exigências do mercado europeu
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A Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou preocupação com a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco a partir de setembro deste ano. Em nota divulgada neste domingo (7), a entidade defendeu uma análise detalhada do processo para esclarecer os motivos que levaram à restrição e evitar novos obstáculos ao comércio internacional.

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Segundo a SRB, o momento exige a identificação das causas que impediram o cumprimento integral das exigências estabelecidas pelos europeus, com foco na correção de falhas e no aprimoramento dos procedimentos adotados pelo setor e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.

A medida da União Europeia está relacionada a uma regulamentação aprovada em 2019 e complementada em 2023, que determina que os países exportadores comprovem equivalência regulatória em normas ligadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. O prazo para adequação foi estabelecido para setembro de 2026.

A entidade destacou que o Brasil possui estrutura técnica e experiência para atender às exigências do mercado europeu. Entre os pontos citados estão o histórico de atuação dos sistemas de inspeção sanitária e os mecanismos de autocontrole adotados pelas empresas do setor, considerados fundamentais para garantir rastreabilidade, transparência e segurança na produção.

No segmento da pecuária bovina, a SRB também ressaltou a experiência acumulada com sistemas de identificação individual dos animais destinados a mercados que exigem controle rigoroso da origem dos produtos.

Para a entidade, as adaptações solicitadas pela União Europeia eram consideradas viáveis do ponto de vista técnico. Por isso, a organização avalia que é fundamental compreender por que as etapas necessárias não foram concluídas dentro do cronograma previsto.

A Sociedade Rural Brasileira defende que o episódio seja utilizado como oportunidade para aperfeiçoar processos, fortalecer a competitividade do agronegócio nacional e ampliar a capacidade de atendimento às exigências dos principais mercados internacionais.


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