Nova tarifa proposta pelos EUA preocupa indústria gaúcha e pode afetar exportações do RS
Fiergs avalia que medida ameaça a competitividade dos produtos brasileiros e defende ampliação do diálogo entre os dois países
Fiergs avalia que medida ameaça a competitividade dos produtos brasileiros e defende ampliação do diálogo entre os dois países A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil gerou preocupação no setor industrial gaúcho. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que alerta para possíveis impactos negativos sobre a competitividade das exportações brasileiras.
A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025. A decisão final, no entanto, ainda depende da aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a eventual adoção da nova tarifa pode agravar as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional em mercados internacionais. O dirigente destaca que o Rio Grande do Sul está entre os estados mais expostos às barreiras comerciais, com grande parte de suas exportações sujeitas a algum tipo de sobretaxa.
A entidade defende que o governo brasileiro intensifique as negociações e apresente argumentos que demonstrem os impactos da medida tanto para o Brasil quanto para o mercado norte-americano. Bier ressalta que ainda há espaço para manifestações durante o período de consulta pública e audiências previstas antes da decisão definitiva, marcada para 15 de julho.
De acordo com a Fiergs, o setor industrial gaúcho já vem registrando reflexos das tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos. Dados da entidade apontam redução significativa das exportações desde o segundo semestre de 2025, cenário que se manteve nos primeiros meses de 2026.
Apesar da proposta de sobretaxa, alguns produtos permaneceriam isentos. Entre eles estão itens agroalimentares, como café, carnes, cacau, chás e sucos de frutas, além de minérios, combustíveis, produtos químicos, farmacêuticos, componentes do setor aeroespacial e determinadas matérias-primas, como celulose, madeira tropical e borracha.
Também ficariam fora da nova cobrança produtos que já estão submetidos a tarifas específicas da legislação comercial norte-americana, incluindo aço, alumínio, cobre e madeira.
A Fiergs acompanha o andamento do processo e defende a manutenção do diálogo diplomático e comercial entre os dois países para evitar novos prejuízos à indústria e às exportações gaúchas.





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