Lula critica filhos de Bolsonaro ao comentar nova disputa comercial entre Brasil e EUA
Presidente associou manifestações da família Bolsonaro às medidas tarifárias adotadas pelos EUA e classificou postura como contrária aos interesses nacionais
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Durante um evento realizado em Goiás, Lula afirmou que integrantes da família Bolsonaro teriam apoiado medidas adotadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.
As declarações ocorreram em meio à repercussão da conclusão de uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos, que recomendou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
Durante o discurso, Lula mencionou manifestações feitas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro após o anúncio das tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025. Segundo o presidente, os posicionamentos demonstrariam apoio a medidas que, em sua avaliação, prejudicam os interesses do país.
— Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras — declarou.
O presidente também relembrou publicações atribuídas a Flávio Bolsonaro nas redes sociais após o anúncio das tarifas pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Lula afirmou que buscou diálogo com o governo dos Estados Unidos na tentativa de reduzir os impactos das medidas comerciais.
A nova controvérsia ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A proposta ainda passará por consulta pública e análise da Casa Branca antes de uma decisão definitiva.
O governo norte-americano argumenta que determinadas políticas brasileiras criam obstáculos ao comércio com empresas dos Estados Unidos. Já o governo brasileiro tem defendido a manutenção do diálogo diplomático e comercial entre os dois países para evitar o agravamento das restrições.





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