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São Jerônimo, RS,17/04/2026

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CEEE Equatorial tem o pior desempenho em ranking da Aneel

Distribuidoras são avaliadas pelos índices de frequência e duração das interrupções de energia

Reprodução
CEEE Equatorial tem o pior desempenho em ranking da Aneel CEEE Equatorial tem o pior desempenho em ranking da Aneel
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, esta semana, o resultado do desempenho das distribuidoras no fornecimento de energia elétrica em 2025. Entre as concessionárias de grande porte, a CEEE Equatorial é a com pior Desempenho Global de Continuidade (DGC). A empresa que atende municípios do Rio Grande do Sul também esteve na posição mais baixa em 2024. 

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O índice para avaliação das distribuidoras é formado a partir de dois valores: a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), tempo que, em média, cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica; e a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), número de interrupções ocorridas, em média, no período de observação. Esses dados são comparados cos limites estabelecidos pela Aneel.

A CEEE Equatorial obteve, como resultado da comparação, um DGC de 0,98. Quanto menor o número, melhor a avaliação da concessionária. Para efeito de comparação, a primeira colocada no ranking obteve um DGC de 0,54.


Ranking das distribuidoras de energia elétrica em 2025. Fonte: Aneel

Na contramão do RS, a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou no ano passado em comparação com o ano de 2024, conforme apontam os indicadores DEC e FEC apurados pela Aneel. Os consumidores ficaram, em média, 9,30 horas sem energia (DEC) no ano, o que representa uma redução de 9,2% em relação a 2024, quando se registraram 10,24 horas. A frequência (FEC) das interrupções se manteve em trajetória decrescente, reduzindo de 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média por consumidor em 2025, o que significa uma melhora de 4,7% no período. Os indicadores apurados vêm mantendo trajetória de queda, assim como os limites estabelecidos pela Aneel.

Como o Sul21 mostrou em janeiro deste ano, o chamado “abandono” de conjuntos elétricos sob responsabilidade da CEEE Equatorial compromete a qualidade do serviço prestado pela empresa. A situação, constatada pela CPI conduzida na Assembleia Legislativa, resulta em uma desigualdade territorial no que diz respeito à distribuição de energia elétrica.

Essa prática teria o aval da Aneel, que aceitou uma repactuação com a Equatorial para reduzir a quantidade de conjuntos elétricos que deveriam atender às metas dos indicadores DEC e FEC.

Um conjunto elétrico é composto por transformadores e pela rede de distribuição de energia. Cada conjunto atende a milhares de unidades consumidoras; a área de concessão da Equatorial no RS é dividida em 62 conjuntos elétricos que atendem 72 municípios gaúchos. Somente a Capital utiliza 20 conjuntos elétricos, por exemplo.

Por contrato e por regulação do serviço, a cada ano um percentual maior de conjuntos elétricos deveriam atender, em média, à meta dos indicadores DEC e FEC. Na prática, cada vez mais consumidores deveriam conviver menos com a interrupção de energia e, quando isso acontecesse, o tempo sem luz deveria ser cada vez menor. Não é o que vem acontecendo.

O que diz a Equatorial

Em nota, a CEEE Equatorial alega que o recente ranking de continuidade da Aneel não reflete a eficiência absoluta da distribuidora (tempo e frequência de falta de energia). A empresa argumenta que a metodologia avalia o desempenho em relação a metas regionais distintas, o que pode colocar distribuidoras com limites regulatórios superiores aos da concessão no Rio Grande do Sul em melhor posição no ranking.

“Apesar dessa classificação comparativa, a realidade operacional no Rio Grande do Sul demonstra uma evolução técnica expressiva. Os indicadores oficiais da CEEE Equatorial hoje superam ou se aproximam da média nacional. O número médio de interrupções (FEC) caiu mais de 60% em 2025, na comparação com 2016, chegando a 4,47 (abaixo da média do país), enquanto a duração média (DEC) foi reduzida à metade, atingindo 9,84 horas. No mesmo período, o indicador global de desempenho (DGC), utilizado pela Aneel para compor o ranking das distribuidoras, melhorou de 1,76 em 2024 para 0,98 em 2025, o melhor resultado desde 2016”, diz o texto.

A empresa salienta que esses são os melhores resultados de toda a série histórica da concessão e demonstram que os investimentos de mais de R$ 3 bilhões desde 2021 estão “efetivamente trazendo mais segurança, confiabilidade e resiliência para o sistema elétrico dos 72 municípios atendidos”.


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