Inflação oficial acelera para 0,88% em março, puxada por combustíveis e alimentos
Alta dos combustíveis e dos itens básicos de consumo pressionou o índice no mês
Alta dos combustíveis e dos itens básicos de consumo pressionou o índice no mês A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,88% em março, segundo dados
divulgados pelo IBGE. O resultado representa alta de 0,18 ponto percentual em
relação a fevereiro, quando o índice havia registrado 0,70%.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 1,92% no ano e de
4,14% nos últimos 12 meses, acima dos 3,81% observados no período imediatamente
anterior. Em março de 2025, a inflação havia sido de 0,56%.

Os principais responsáveis pela elevação dos preços foram os
grupos Transportes e Alimentação e bebidas, que juntos responderam por cerca de
76% do índice do mês. O grupo Transportes registrou alta de 1,64%, com impacto
de 0,34 ponto percentual, impulsionado principalmente pelo aumento nos
combustíveis.
A gasolina teve elevação de 4,59% e foi o item com maior
impacto individual no índice, enquanto o óleo diesel apresentou forte alta de
13,90%. O etanol também subiu, enquanto o gás veicular registrou queda.
Já o grupo Alimentação e bebidas avançou 1,56%, com impacto
de 0,33 ponto percentual. A alimentação no domicílio teve aumento de 1,94%,
influenciada pela alta de produtos como tomate, cebola, batata-inglesa, leite e
carnes. Por outro lado, itens como maçã e café moído apresentaram recuo nos
preços.
Outros grupos também contribuíram para o resultado, como
Despesas pessoais, que subiu 0,65%, e Saúde e cuidados pessoais, com alta de
0,42%. Já Educação praticamente não teve variação no mês.
Na análise regional, a maior inflação foi registrada em
Salvador, com 1,47%, enquanto a menor ocorreu em Rio Branco, com 0,37%. Em
Porto Alegre, o índice ficou em 0,96% no mês.
O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), que subiu 0,91% em março. O indicador acumula alta de 1,87% no ano e
3,77% em 12 meses, refletindo principalmente o aumento dos preços de alimentos.






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