Vírus sincicial respiratório avança no RS, aumenta internações e pressiona sistema de saúde
Casos crescem nos últimos anos e risco é maior entre bebês e idosos, especialmente no período de inverno
Casos crescem nos últimos anos e risco é maior entre bebês e idosos, especialmente no período de inverno O avanço do vírus sincicial respiratório (VSR) tem acendido um alerta no Rio Grande do Sul diante do aumento significativo de internações e mortes nos últimos anos. Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que, em 2025, foram registradas 3.621 hospitalizações e 68 óbitos pela doença, o que representa crescimento em relação a 2024 e 2023.
Com a proximidade do inverno de 2026, período em que há maior circulação de vírus respiratórios, a preocupação se intensifica, principalmente entre os grupos mais vulneráveis: crianças pequenas, especialmente no primeiro ano de vida, e idosos acima dos 60 anos.
O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias e lidera os casos de síndrome respiratória aguda grave no país. Em crianças, é a principal causa de bronquiolite, uma inflamação das vias aéreas que pode evoluir rapidamente para quadros graves, exigindo internação e suporte respiratório. No Estado, os bebês representam a maior parte das hospitalizações, com cerca de 72% dos casos registrados em 2025.
Durante o inverno, o vírus também é responsável por grande parte das internações em unidades de terapia intensiva pediátrica, contribuindo para a sobrecarga do sistema de saúde.
Embora afete principalmente crianças, o VSR também representa risco elevado para idosos. Nessa faixa etária, a infecção pode agravar doenças crônicas preexistentes e levar a complicações como pneumonia e insuficiência respiratória. Apesar de representarem uma parcela menor das internações, os idosos concentram as maiores taxas de mortalidade, especialmente entre aqueles com mais de 80 anos.
Entre os fatores que aumentam o risco de agravamento estão doenças cardíacas, problemas pulmonares, diabetes, obesidade, câncer e condições que comprometem o sistema imunológico.
Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de um resfriado comum, com tosse, coriza e febre. No entanto, sinais como dificuldade para respirar, queda na oxigenação e, no caso de bebês, dificuldade para se alimentar, indicam a necessidade de avaliação médica imediata.
A transmissão ocorre por contato direto ou por gotículas respiratórias, podendo acontecer até mesmo antes do surgimento dos sintomas. O vírus também pode permanecer ativo em superfícies, facilitando a disseminação, especialmente em ambientes fechados.
Nos últimos anos, avanços na prevenção têm ampliado as formas de proteção. Entre as principais estratégias estão a vacinação de gestantes, que permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda na gravidez, e o uso de anticorpos monoclonais em crianças de maior risco. Para adultos, especialmente idosos, vacinas já estão disponíveis na rede privada, embora ainda não tenham sido incorporadas ao sistema público.
Medidas simples também seguem sendo fundamentais para reduzir a transmissão, como higienização frequente das mãos, evitar aglomerações e contato com pessoas com sintomas respiratórios.
Diante do cenário de crescimento dos casos e da proximidade do período mais crítico, autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para reduzir complicações e evitar sobrecarga nos serviços hospitalares.






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