Postos do RS enfrentam restrições no abastecimento de combustíveis, aponta Sulpetro
Levantamento indica que 88% dos estabelecimentos recebem produtos de forma parcial, em meio ao aumento da demanda e impactos do cenário internacional
Levantamento indica que 88% dos estabelecimentos recebem produtos de forma parcial, em meio ao aumento da demanda e impactos do cenário internacional Um levantamento realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Sul (Sulpetro) revelou que a maioria dos postos de combustíveis do Estado enfrenta dificuldades no abastecimento. De acordo com a entidade, 88% dos estabelecimentos consultados nesta terça-feira (24) estão recebendo produtos de forma parcial das distribuidoras, enquanto apenas 12% conseguem atender integralmente seus pedidos.
Segundo os relatos dos revendedores, há maior dificuldade na aquisição de gasolina comum e aditivada, além dos tipos de diesel S500 e S10. A situação tem gerado preocupação no setor, embora não haja, até o momento, registro de desabastecimento generalizado.
O presidente do Sulpetro, Fabricio Severo Braz, explicou que o cenário está relacionado, em parte, ao contexto internacional. Conforme ele, desde o início recente do conflito no Oriente Médio, as distribuidoras passaram a restringir a oferta de combustíveis, adotando entregas racionadas aos postos.
— Temos verificado uma compra restrita pela maior parte dos postos associados, pois as distribuidoras estão entregando os produtos de forma racionada — afirmou.
Apesar das dificuldades, o dirigente ressalta que o problema ocorre de forma pontual, com interrupções momentâneas no fornecimento. Isso se deve, segundo ele, ao modelo de distribuição atual, no qual a Petrobras mantém a política de cotas para retirada de combustíveis pelas distribuidoras.
Outro fator que contribui para o cenário é o aumento da demanda. Com mais dificuldade de acesso ao produto, especialmente entre postos independentes que não possuem contratos diretos com as distribuidoras, houve uma migração de pedidos, ampliando a pressão sobre o sistema de fornecimento.
O Sulpetro segue monitorando a situação e alerta para a necessidade de atenção ao equilíbrio entre oferta e demanda, a fim de evitar impactos mais significativos no abastecimento em todo o Estado.






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