Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula no 2º turno pela 1ª vez
Levantamento AtlasIntel mostra avanço do senador, enquanto presidente mantém liderança no primeiro turno
Senador Flávio Bolsonaro e presidente Lula Uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg indica uma mudança no cenário da disputa presidencial de 2026. Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
No cenário direto entre os dois, Flávio registra 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula. Apesar da diferença estar dentro da margem de erro de um ponto percentual, o resultado sinaliza uma inversão em relação a levantamentos anteriores.
A tendência se repete em outras simulações. Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro é incluído no cenário — mesmo inelegível — ele aparece com 47,4%, enquanto Lula mantém 46,6%, indicando a consolidação de votos no campo bolsonarista.
Apesar disso, o atual presidente segue na liderança no primeiro turno. Lula soma 45,9% das intenções de voto, contra 40,1% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos aparecem mais distantes, com percentuais abaixo de 5%.
O crescimento do senador ao longo dos últimos meses ajuda a explicar o novo cenário. Desde que se colocou como pré-candidato, Flávio ampliou sua presença eleitoral, impulsionado principalmente pela migração de eleitores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa também aponta mudanças no perfil do eleitorado. Lula mantém vantagem entre mulheres, eleitores acima de 35 anos e faixas de renda mais elevadas, além de seguir competitivo nas regiões Sudeste e Nordeste. Já Flávio avança entre eleitores de menor renda, especialmente aqueles com ganhos de até R$ 2 mil.
Nos índices de avaliação do governo, a desaprovação de Lula aparece em 53,5%, enquanto a aprovação soma 45,9%, o que ajuda a explicar o cenário mais equilibrado em um eventual segundo turno.
O levantamento ouviu 5.028 pessoas por recrutamento digital aleatório, entre os dias 18 e 23 de março, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.






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