Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,04/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

STF condena irmãos Brazão a mais de 76 anos por mandarem matar Marielle Franco

Primeira Turma também sentencia ex-chefe da Polícia Civil por obstrução; defesas contestam delação que embasou acusação

Reprodução
STF condena irmãos Brazão a mais de 76 anos por mandarem matar Marielle Franco Marielle Franco
Publicidade

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Cada um foi sentenciado a 76 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, além de multa.

Publicidade

No mesmo julgamento, o colegiado condenou o delegado Rivaldo Barbosa a 18 anos de reclusão, também em regime fechado, por obstrução de Justiça e corrupção. Os ministros entenderam que não houve comprovação de participação dele no planejamento do crime, mas reconheceram que atuou para atrapalhar as investigações após o homicídio.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, teve o voto acompanhado integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Motivação política e atuação de milícia

Segundo o STF, ficou comprovado que o crime teve motivação política. De acordo com a tese apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos Brazão decidiram eliminar Marielle para proteger interesses ligados à atuação de milícias e à grilagem de terras na zona oeste do Rio de Janeiro.

Para o relator, os condenados não apenas mantinham vínculos com milicianos, mas integravam a organização criminosa, exercendo influência política para garantir a manutenção de territórios sob domínio do grupo.

Moraes também apontou que o assassinato teve conotação racista e misógina, destacando que Marielle era uma mulher negra que denunciava a atuação de milícias e violações de direitos.

Outras condenações

O policial militar Ronald Pereira foi condenado a 56 anos de prisão por monitorar a rotina da vereadora. Já o PM reformado Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar a milícia ligada aos irmãos Brazão.

Parte significativa da acusação se baseou na delação premiada do ex-PM Ronnie Lessa, que confessou ter efetuado os disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes. Segundo ele, a execução teria sido encomendada como forma de garantir vantagens econômicas relacionadas à exploração de áreas controladas por milícias.

Defesas contestam decisão

As defesas dos réus negam as acusações e afirmam que a condenação se apoia excessivamente na delação de Lessa, sem provas independentes que confirmem os encontros e tratativas relatados pelo colaborador. Também sustentam que não há evidências de contato direto entre os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa para a prática do crime.

Relembre o caso

Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos em 14 de março de 2018, após um evento no centro do Rio de Janeiro. O carro em que estavam foi atingido por 13 disparos. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu ao atentado.

As investigações levaram à prisão dos executores em 2019. A identificação dos supostos mandantes ocorreu após a entrada da Polícia Federal no caso, em 2023.

O julgamento representa um dos desdobramentos mais significativos do caso, que se tornou símbolo da luta contra a violência política e a atuação de milícias no país.


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.