PL e União Brasil prometem a empresários que vão barrar fim da escala 6×1
Líderes partidários dizem planejar manobra para evitar a votação
Valdemar Costa Neto promete trabalhar para barrar projeto que determina o fim da escala 6x1 Em um evento voltado para empresário, promovido pelo grupo Esfera Brasil em São Paulo, os presidentes nacionais do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, agradaram a plateia ao dizer que vão trabalhar para barrar a proposta de fim da escala 6×1 no Congresso Nacional.
“Vamos trabalhar para não deixarmos votar. Vamos trabalhar para isso, dar a vida para isso”, afirmou o presidente do PL, que recebeu aplausos de parte dos presentes ao fazer a promessa, segundo o jornal Valor Econômico.
Valdemar se comprometeu a procurar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para “segurar isso aí na CCJ”, referindo-se à Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 de trabalho está no colegiado esperando a designação do relator, que deve ser anunciada nesta terça (24).
“Barrigar” o fim da escala 6×1
A estratégia anunciada pelo presidente do União Brasil estará voltada “para a gente ir ‘barrigando’ isso aí” e “construir uma blindagem dentro da CCJ”, tentando evitar que o tema chegue a plenário.
“Eu tenho uma posição pessoal. Quando você olha para qualquer país desenvolvido, essa proposta é muito danosa para a economia e para o setor produtivo. E ela é posta de maneira eleitoral. Então, é muito claro que isso aí tem por finalidade colher dividendo eleitoral”, disse ele, segundo a Folha de S. Paulo.
Aos empresários, Rueda admitiu que será difícil que parlamentares votem contra a proposta se ela chegar ao plenário. “Eu tenho aqui o deputado Maurício [Carvalho], que é do meu partido lá em Rondônia. Ele sabe a dificuldade que vai ter se isso for para votação e ele votar contra. Ele vai perder dividendo eleitoral. Vai perder voto. É uma posição muito cruel para quem está disputando uma reeleição”, apontou.
“Eu não sei como você vai segurar. Eu tenho dentro do meu partido 30 votos. Talvez o Valdemar tenha 40. Mas a esquerda já parte por 140, 150 votos. É um assunto muito penoso para o setor produtivo”, lamentou o dirigente.






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