Tanac pede recuperação judicial com dívida de R$ 340 milhões
Empresa cita impacto da pandemia, juros elevados, investimentos malsucedidos e prejuízos causados pela enchente que paralisou fábrica em 2024
Tanac pede recuperação judicial com dívida de R$ 340 milhões Fundado em 1948, em Montenegro, no Vale do Caí, o Grupo Tanac ingressou com pedido de recuperação judicial para reestruturar uma dívida de R$ 340,7 milhões. A companhia atua há 77 anos na cadeia produtiva da acácia negra, com foco na produção de taninos utilizados no tratamento de água e em aditivos para nutrição animal. As informações são da Zero Hora.
Atualmente, o grupo possui cerca de 24 mil hectares de florestas e emprega aproximadamente 540 trabalhadores, além de fornecer madeira para outras indústrias do setor, como a CMPC.
A situação financeira da empresa é atribuída a uma combinação de fatores. Entre eles estão os efeitos do fechamento temporário das atividades durante a pandemia, o aumento dos juros que encareceu o crédito e investimentos que não tiveram o retorno esperado nas áreas de pellets — biomassa prensada — e cavacos de madeira.
Outro fator determinante para o agravamento da crise foi a enchente registrada em maio de 2024. Na ocasião, o parque fabril da Tanac foi completamente inundado, o que resultou na paralisação das operações por 55 dias. O episódio causou danos estruturais significativos e perda de maquinário, ampliando os prejuízos da companhia.
Com a autorização judicial para o processamento da recuperação, a empresa deverá apresentar um plano de reestruturação aos credores, que ainda precisará ser avaliado e aprovado. A proposta prevê medidas voltadas ao ajuste financeiro, à otimização de recursos e ao fortalecimento da governança corporativa.
Nos últimos anos, a Tanac também promoveu mudanças em sua estrutura operacional. Em 2023, as unidades administrativas que funcionavam em Cristal, Piratini e Encruzilhada do Sul foram transferidas e concentradas em Pelotas. As operações no município de Rio Grande foram desativadas.






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