Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,03/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Desarticulado grupo de extorsão no RS com ligação em Charqueadas e São Jerônimo

Operação Falso Contato cumpriu 32 ordens judiciais no Rio Grande do Sul e identificou 16 suspeitos ligados a golpes virtuais contra vítimas de Mato Grosso

Polícia Civil / Divulgação
Desarticulado grupo de extorsão no RS com ligação em Charqueadas e São Jerônimo Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais
Publicidade

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (18/11), a Operação Falso Contato, que desarticulou um grupo criminoso do Rio Grande do Sul especializado em crimes de sextorsão pela internet.

Publicidade

A ofensiva cumpriu 32 mandados em Porto Alegre, Esteio, Canoas, São Jerônimo, Esteio e na Penitenciária Estadual de Charqueadas. Ao todo, foram 16 ordens de busca e apreensão, além de medidas diversas da prisão, como o afastamento do sigilo de linhas telefônicas. As ordens foram expedidas pelo Juízo 4.0 de Garantias de Cuiabá.

O objetivo foi apreender celulares, tablets, notebooks e outros dispositivos utilizados para a produção e compartilhamento de conteúdos falsos e para a comunicação entre os integrantes do grupo. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), identificou 16 suspeitos, entre presos e ex-presidiários e pessoas ligadas a eles.

Conforme a Polícia Civil, o golpe era aplicado a partir de perfis falsos nas redes sociais, especialmente no Instagram. Os criminosos se passavam por uma suposta adolescente em busca de orientações profissionais e, após estabelecer contato, direcionavam a conversa para o WhatsApp. Com uma foto da vítima, o grupo montava imagens ou vídeos íntimos falsos.

Depois disso, outro integrante da organização criminosa se apresentava como policial civil ou como pai da adolescente fictícia, alegando que a vítima teria compartilhado conteúdo com uma menor. A partir dessa falsa acusação, começavam as ameaças de exposição pública e prisão.

A extorsão se consolidava com a exigência de valores que chegavam a R$ 100 mil, sob a justificativa de supostos acordos ou multas para evitar a abertura de investigação. Para intensificar a pressão, alguns suspeitos afirmavam integrar uma facção criminosa.

As apurações duraram quase dois anos e revelaram uma rede estruturada que operava a partir de diversas contas falsas em redes sociais e e-mails. De acordo com o delegado Guilherme Campomar da Rocha, as diligências permitiram identificar o elo entre os suspeitos.

— A operação é a prova do empenho de quase dois anos de investigação, com uso de tecnologia de ponta e análise de dados telemáticos. O crime cibernético deixa rastros, e a Polícia Civil de Mato Grosso tem capacidade técnica para identificá-los e responsabilizar os envolvidos — afirmou o delegado.

O titular da DRCI, delegado Guilherme Fachinelli, destacou que a Operação Falso Contato demonstra o trabalho contínuo da instituição em coibir golpes praticados contra vítimas mato-grossenses, mesmo quando os suspeitos atuam de outros estados.

A ação contou com apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Polícia Civil de Mato Grosso, e do Departamento Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCCP), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.