Morre aos 76 anos a atriz Lúcia Alves, destaque em "Irmãos Coragem", "Ti Ti Ti" e "O Cravo e a Rosa"
Artista estava internada no Rio de Janeiro tratando um câncer no pâncreas
Lucia Alves A atriz Lúcia Alves, conhecida por seu trabalho marcante em novelas como "Irmãos Coragem", "Ti Ti Ti" e "O Cravo e a Rosa", morreu nesta quinta-feira (24), aos 76 anos. Ela estava internada há dez dias na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio de Janeiro, onde tratava um câncer no pâncreas. A artista também enfrentava diabetes e um quadro de fascite plantar — inflamação no tecido que liga o calcanhar aos dedos dos pés.
Nascida no Rio de Janeiro, Lúcia Alves construiu uma carreira sólida e admirada ao longo de mais de cinco décadas, atuando em mais de 50 novelas, filmes e séries. Seu talento e versatilidade foram revelados já no início da carreira, no cinema, em produções como "Um Ramo para Luísa", de J.B. Tanko, e "O Homem Nu", de Roberto Santos, ambas nas décadas de 1960.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1969, na novela "Enquanto Houver Estrelas", da TV Tupi. No ano seguinte, ganhou projeção nacional ao interpretar a personagem indígena Potira, na emblemática novela "Irmãos Coragem", escrita por Janete Clair para a TV Globo — papel que se tornaria um dos marcos de sua trajetória.
Durante os anos 1970, brilhou em outras produções de sucesso como "Helena", "O Semideus", "Malu Mulher" e teve uma participação especial no "Sítio do Picapau Amarelo". Já nas décadas de 1980 e 1990, alternou trabalhos entre a Globo e a TV Manchete, com destaque para "Plumas e Paetês", "Anos Dourados", "Tropicaliente", e o remake de "Irmãos Coragem", em que interpretou Maria Clara.
Nos anos 2000, mostrou sua veia cômica em participações em séries como "A Diarista", "Sob Nova Direção", "A Grande Família" e "Toma Lá, Dá Cá". Sua última atuação na TV Globo foi em "Joia Rara", em 2013. Dois anos depois, se despediu das telinhas com a série "República do Peru", da TV Brasil.
Lúcia Alves deixa um legado de personagens inesquecíveis e uma trajetória que se confunde com a própria história da teledramaturgia brasileira.






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